Funcionários da Amazon se manifestam e pedem mais proteção ao coronavírus

Miguel Candela/SOPA Images/LightRocket
O organizador Chris Smalls foi demitido menos de um dia depois da manifestação

De acordo com a Amazon, 15 trabalhadores foram embora de um de seus depósitos em Staten Island, em Nova York, ontem (30) no meio do expediente de trabalho como forma de protesto. De acordo com Chris Smalls, que organizou o que eles chamam de “walkout”, o número era de pelo menos 50 funcionários.

Os motivos do protesto eram variados, mas giram em torno de um colaborador deste depósito que foi diagnosticado com o vírus. Mesmo após a confirmação do caso e pedidos extensos de outros funcionários para que a Amazon fechasse a área para desinfecção, a empresa continuou exigindo que o depósito permanecesse operante.

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Além de pedir a desinfecção do local, os funcionários que participaram do “walkout” também afirmam que a Amazon não está sendo honesta em relação ao número de casos da Covid-19 entre seus colaboradores, e eles estão pedindo que a empresa ofereca uma licença paga durante a limpeza profunda do depósito.

Smalls, o organizador do protesto de ontem e agora ex-gerente assistente do depósito foi demitido hoje (31), de acordo com a Amazon, não por causa do “walkout”, mas por ter quebrado a regra de distanciamento social ao fazê-lo, já que Smalls entrou em contato com o funcionário que testou positivo ao coronavírus.

De acordo com o ex-funcionário da Amazon em uma declaração publicada pela CNBC hoje, os trabalhadores da Amazon, não só em Staten Island, correm sérios riscos de saúde. “A Amazon prefere demitir seus trabalhadores a fazer o necessário para manter nossas famílias e nossas comunidades seguras. Estou indignado e desapontado”, Smalls disse. “Como sempre, a Amazon preferiu varrer o problema para debaixo do tapete ao invés de proteger seus funcionários.”

A procuradora-geral do estado de Nova York, Letitia James, defendeu Smalls, dizendo em uma declaração que a demissão é lamentável e que o estado de Nova York garante a seus trabalhadores o direito de se organizar e protestar. Ela chamou as ações da Amazon de “imorais e desumanas”.

Outros funcionários da Amazon também disseram à CNBC que a empresa está racionando álcool em gel e lenços desinfetantes, e que, às vezes, esses produtos nem são oferecidos, o que faz com que esses funcionários decidam entre “ir ao trabalho e arriscar ficar doente ou ficar em casa e não conseguir pagar as contas.”

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