Lucro da CSN no 4º trimestre soma R$ 1,1 bilhão

Resultado da empresa supera expectativas de analistas.

Redação, com Reuters
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Resultado representou uma queda de 36% em relação ao mesmo trimestre de 2018

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A CSN teve lucro líquido de R$ 1,13 bilhão no quarto trimestre de 2019, acima das expectativas de analistas, em meio à recuperação dos volumes de vendas em siderurgia no mercado interno e volumes de vendas recordes no segmento de mineração, de acordo com dados na noite de ontem (4).

Apesar de representar uma queda de 36% em relação ao mesmo trimestre de 2018, o resultado reverte o prejuízo de R$ 871 milhões registrado no terceiro trimestre, o que a companhia atribuiu a uma “melhora no resultado operacional, além da reversão de provisões de baixa de IR diferido”.

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Analistas esperavam lucro líquido de R$ 677,5 milhões, de acordo com a média de previsões compiladas pela Refinitv.

O resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 1,58 bilhão no último trimestre de 2019, acréscimo de 1% tanto ano a ano quanto frente aos três meses anteriores. A previsão de analistas era de R$ 1,675 bilhão. A margem Ebitda ajustada foi de 23,6%, contra 24,7% um ano antes e 25,1% no terceiro trimestre.

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As vendas de aço totalizaram 1,12 milhão de toneladas de outubro a dezembro do ano passado, queda anual de 5%, mas acréscimo de 4% em relação ao trimestre anterior. No mercado interno, houve queda de 2% ano a ano, mas elevação de 9% na base trimestral, para 819 mil toneladas.

A CSN disse que o Ebitda ajustado da divisão de siderurgia ficou em R$ 177 milhões, de R$ 594 milhões um ano antes, ainda impactado pela parada do alto-forno número 3 da usina da companhia em Volta Redonda (RJ). Frente ao terceiro trimestre, houve alta de 68%. “Os ganhos de eficiência esperados após a parada programada do AF#3 serão observados em 2020, com o retorno da rentabilidade da unidade de negócio a seu padrão histórico”, disse a companhia.

O custo dos produtos vendidos de siderurgia no último trimestre ficou em R$ 3,17 bilhões, de R$ 3,19 bilhões no terceiro trimestre e R$ 3,057 bilhões no quarto trimestre de 2019.

O custo de produção da placa atingiu R$ 1.978 por tonelada, 9% abaixo dos três meses anteriores, “reflexo da retomada da produtividade do AF#3 e maior eficiência no mix de placas de terceiros e produzidas”.

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“Acredito que custos de siderurgia devem continuar melhorando no primeiro trimestre de 2020, mas acho que a demanda ainda precisa mostrar sinais mais claros de ‘pick up’ para que os aumentos de preço pretendidos sejam de fato bem sucedidos”, destacou o analista Daniel Sasson, do Itaú BBA, em comentário a clientes, no qual considerou os resultados da CSN bons.

Em relação ao minério de ferro, as vendas cresceram 5% em relação ao quarto trimestre de 2018 e 12% frente ao terceiro trimestre, para 10,33 milhões de toneladas, com o mercado interno mostrando um salto de 146% na base trimestral, ante recuo anual de 30%. O mercado externo teve alta de 6% e 10%, respectivamente.

O Ebitda do segmento de mineração atingiu R$ 1,29 bilhão, terceiro melhor da série, mesmo com a queda de 13% do índice Platts 62%, afirmou a empresa. Um ano antes o Ebitda havia sido de R$ 835 milhões, enquanto no terceiro trimestre de 2019 somou R$ 1,35 bilhão.

A receita líquida totalizou R$ 6,52 bilhões de outubro a dezembro de 2019, aumento de 8% frente ao quarto trimestre do exercício anterior e de 9% frente aos três meses anteriores.

A companhia informou que o fluxo de caixa livre no quarto trimestre alcançou R$ 1,10 bilhão, influenciado positivamente pela recuperação no capital de giro, que caiu para R$ 1,45 bilhão.

No final do ano passado, a dívida líquida consolidada atingiu R$ 27,10 bilhões, enquanto a relação dívida líquida/Ebitda ajustado caiu para 3,74 vezes, de 4,55 vezes no final de 2018 e 3,81 vezes no final do terceiro trimestre. A CSN disse que a evolução do endividamento foi afetada em 2019 pela variação cambial e pontualmente pela distribuição dividendos.

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A exposição cambial líquida da empresa somava US$ 1,1 bilhão no final do ano passado, valor que caía para US$ 116 milhões se excluídos os bonds perpétuos da companhia.

Em 2019, o lucro líquido da CSN chegou a R$ 2,245 bilhões, queda de 57% em relação a 2018, enquanto o Ebitda ajustado aumentou 24%, para R$ 7,251 bilhões.

A companhia, que integra atividades de siderurgia, mineração, cimento, logística e energia, realizará teleconferência com analistas sobre resultado às 11h (horário de Brasília).

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