O que Jorge Paulo Lemann e outros bilionários brasileiros estão fazendo no combate ao novo coronavírus

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Algumas das empresas com participação de Jorge Paulo Lemann ofereceram ajudas e doações para combater a crise do coronavírus no Brasil

A pandemia do coronavírus exige de diversos agentes públicos certas ações para proteger o bem-estar da sociedade e reduzir ao máximo o impacto econômico da quarentena indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Além do governo, outras pessoas estão ajudando o Brasil com ações sanitárias e sociais importantes.

Bilionários brasileiros estão no rol dos que estão contribuindo no combate ao coronavírus de diversas maneiras, como Jorge Paulo Lemann, o homem mais rico do país.

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A Forbes listou sete empresários engajados na luta contra a pandemia de Covid-19, com ações que vão desde doações ao uso dos negócios em empresas para otimizar a produção de itens essenciais.

Esta reportagem será atualizada conforme mais ações sejam divulgadas.

Veja na galeria de imagens a seguir:

  • Jorge Paulo Lemann

    Fortuna: R$ 104,71 bilhões

    Lemann possui investimentos em empresas que estão agindo de maneira clara para que o coronavírus faça o menor número de vítimas possível no Brasil, como a Ambev e o Burger King.

    A cervejaria anunciou na última terça-feira (17) que irá usar as linhas de produção em Piraí (RJ) para produzir 500 mil unidades de álcool em gel. Os produtos sanitários serão doados a hospitais públicos em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, cidades que despontam como grandes focos do coronavírus.

    A empresa ainda garantiu que vai se responsabilizar pelo engarrafamento e pelo transporte de todos os produtos. Cada hospital beneficiado pela ação irá receber 5.000 unidades do produto, que virou uma raridade nas prateleiras de mercados e farmácias das grandes cidades.

    Na última segunda-feira (16), o presidente da Burger King Brasil, Iuri Miranda, publicou uma nota ao público falando sobre as medidas tomadas pelo grupo que engloba as operações do Burger King e Popeye’s no país.

    A principal promessa é a de doar parte da receita líquida adquirida entre 16 e 31 de março ao SUS (Sistema Único de Saúde). Segundo o pronunciamento, o desafio ao sistema de saúde público brasileiro será enorme nas próximas semanas. “A melhor forma de direcionar esses recursos, será discutida com as autoridades competentes”, afirmou.

  • Rubens Menin e família

    Fortuna: R$ 11,51 bilhões

    A família Menin está em parceria com o governo do estado de Minas Gerais e com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) em busca da diminuição de problemas e deficiências do estado na luta contra o coronavírus.

    A família e as empresas MRV, Banco Inter e LOG CP autorizaram a compra de R$ 10 milhões em respiradores mecânicos para a rede hospitalar do estado. O equipamento é essencial para tratar de pacientes em estado grave e com dificuldade de respiração. Cada unidade custa, em média, R$ 100 mil.

    Segundo pronunciamento da Rubens Menin e sua família, “o momento exige ações concretas de todas as lideranças”. Por esse motivo, os Menin pretendem fazer ainda mais pela sociedade mineira.

  • Luiza Helena Trajano

    Fortuna: R$ 10,34 bilhões

    O Magazine Luiza também oferece condições especiais para auxiliar na prevenção do coronavírus. A rede de lojas de varejo começou campanha de frete grátis para todo o país em compras realizadas pelo superapp, com valor acima de R$ 99.

    Além disso, algumas categorias mais procuradas nesse momento, como como álcool gel e nebulizadores, entram na promoção sem o impedimento de preço, ou seja, sempre com frete grátis.

    A gigante do varejo brasileiro não estipulou uma data para a promoção acabar e lembrou que irá focar suas operações em produtos de mercado. Segundo a empresa, “A ação tem intenção de ajudar no combate ao vírus e dar acesso ao consumo a quem não pode sair de casa, diante as limitações impostas pelas medidas necessárias para o não avanço do contágio do coronavírus”.

    Atualização: Em comunicado no dia 27 de março, as famílias Trajano e Garcia anunciaram que vão doar R$ 10 milhões em equipamentos e outros itens que serão usados no tratamento das vítimas brasileiras

  • Miguel Krigsner

    Fortuna: R$ 4,65 bilhões

    A empresa O Boticário, fundada e ainda controlada por Miguel Krigsner, anunciou na última quinta-feira (19), a doação de 1,7 tonelada de álcool em gel para a Secretaria Municipal de Saúde de curitiba.

    Álcool em gel é utilizado na higienização pessoal como medida de prevenção ao contágio do coronavírus. O produto doado possui concentração de 78% de álcool etílico, sendo responsável, segundo o pronunciamento do governo de curitiba, por eliminar cerca de 99,9% das bactérias.

  • Antonio Luiz Seabra, Guilherme Leal e Norma Regina Pinotti

    Fortuna: R$ 8,92 bilhões, R$ 6,50 bilhões e R$ 1,55 bilhão, respectivamente

    O trio formado por Antonio Luiz Seabra, Guilherme Leal e Norma Regina Pinotti (viúva de Anizio Pinotti) controla as empresas de cosméticos Natura e Avon. As empresas declararam, na última sexta-feira (20), que irão doar 2,8 milhões de sabonetes em barra e líquido.

    As doações serão feitas para comunidades pelo Brasil e também para outros países da América Latina. No Brasil, parte da doação será destinada a populações mais sensíveis de São Paulo, Pará e Bahia, assim como comunidades extrativistas da Amazônia e projetos sociais apoiados pelo grupo.

    A distribuição da doação também será de responsabilidade da Natura e Avon, junto de parceiros e times internos de sustentabilidade, operações e logística.

  • Anderson e Alexandre Birman

    Fortuna: R$ 2,23 bilhões

    Pai e filho são sócios na Arezzo & Co, maior marca de calçados femininos na América Latina. Em sua página no Instagram, a marca criou a campanha “Passos das Heroínas”, que ofereceu calçados da Arezzo para a comunidade de médicas, enfermeiras e auxiliares de enfermagem.

    A campanha foi lançada no sábado (21) e os estoques de 3.000 pares da Arezzo e 2.000 pares da Schutz acabaram em menos de uma hora. A mensagem final agradecia a quem passou a mensagem a frente e dizia: “que possamos juntas fazer a diferença na vida das pessoas”.

  • Márcia e Marcos Molina dos Santos

    Fortuna: R$ 1,85 bilhão

    Márcia e Marcos Molina dos Santos são acionistas controladores da Marfrig Global Food, empresa de carne bovina que se comprometeu hoje (23) a doar R$ 7,5 milhões para o Ministério da Saúde.

    O valor deve ser usado para a compra de testes rápidos para diagnosticar o novo coronavírus (Covid-19). Essa doação será responsável pela compra de 100 mil testes.

    Marcos Molina declarou que espera que a ação seja seguida por outras empresas brasileiras: “este é um momento de união e de solidariedade”, afirmou o fundador e presidente do Conselho de Administração da segunda maior empresa de carne bovina, em capacidade, do mundo.

Jorge Paulo Lemann

Fortuna: R$ 104,71 bilhões

Lemann possui investimentos em empresas que estão agindo de maneira clara para que o coronavírus faça o menor número de vítimas possível no Brasil, como a Ambev e o Burger King.

A cervejaria anunciou na última terça-feira (17) que irá usar as linhas de produção em Piraí (RJ) para produzir 500 mil unidades de álcool em gel. Os produtos sanitários serão doados a hospitais públicos em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, cidades que despontam como grandes focos do coronavírus.

A empresa ainda garantiu que vai se responsabilizar pelo engarrafamento e pelo transporte de todos os produtos. Cada hospital beneficiado pela ação irá receber 5.000 unidades do produto, que virou uma raridade nas prateleiras de mercados e farmácias das grandes cidades.

Na última segunda-feira (16), o presidente da Burger King Brasil, Iuri Miranda, publicou uma nota ao público falando sobre as medidas tomadas pelo grupo que engloba as operações do Burger King e Popeye’s no país.

A principal promessa é a de doar parte da receita líquida adquirida entre 16 e 31 de março ao SUS (Sistema Único de Saúde). Segundo o pronunciamento, o desafio ao sistema de saúde público brasileiro será enorme nas próximas semanas. “A melhor forma de direcionar esses recursos, será discutida com as autoridades competentes”, afirmou.

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