Companhias aéreas não conseguem arcar com reembolso de passagens canceladas, diz IATA

Estratégia de emissão de voucher é para conservar caixa para sobreviverem, afirmou o chefe da associação

Redação, com Reuters
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Pierre Albouy/Reuters
Pierre Albouy/Reuters

“O elemento-chave para nós é evitar a falta de dinheiro”, disse o diretor-geral da IATA, Alexandre De Juniac

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As companhias aéreas globais não podem reembolsar os voos cancelados pela crise do novo coronavírus e estão emitindo vouchers que podem ser usados para viagens futuras, em uma estratégia de conservar caixa para sobreviverem, afirmou o chefe da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).

“O elemento-chave para nós é evitar a falta de dinheiro, então reembolsar a passagem cancelada é quase insustentável financeiramente”, disse o diretor-geral da IATA, Alexandre De Juniac, a jornalistas hoje (7).

LEIA MAIS: Companhias aéreas globais encaram emergência e precisam de resgate urgente, diz IATA

As companhias aéreas foram criticadas por grupos de consumidores por violarem regras sobre o fornecimento de reembolsos dentro dos prazos estabelecidos.

No Brasil, o governo permitiu que as empresas reembolsem as passagens em até 12 meses. Mas há sinais de que os viajantes estão preferindo adiar suas viagens em vez de pedirem o dinheiro de volta. O presidente-executivo da Gol, Paulo Kakinoff, afirmou mais cedo a analistas e jornalistas que a 85% dos clientes da empresa optaram pelo voucher, em vez do reembolso.

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A IATA também informou que um terço dos funcionários das companhias aéreas globais estão de licença ou foram demitidos.

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