“Temos que tirar o chapéu para nosso produtor rural”, diz presidente do Grupo UBS

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Sylvia Brasil Coutinho é presidente do Grupo UBS no Brasil desde 2013 e engenheira agrônoma pela Esalq

Presidente do Grupo UBS no Brasil desde 2013 e head da área de wealth management para a América Latina desde 2018, Sylvia Brasil Coutinho tem quase 30 anos de experiência em cargos de liderança de grandes instituições financeiras. O entusiasmo ao falar sobre o agronegócio brasileiro, no entanto, é especial por um motivo simples: a executiva é formada em agronomia pela Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo), turma de 1983.

Mesmo morando 13 anos no exterior, ela acompanhou de perto como o setor se desenvolveu no país e como o Brasil se transformou em um dos principais produtores de alimentos do planeta. “Tenho orgulho de ver como ele cresceu e se modernizou. É preciso tirar o chapéu para nossos agricultores e nossas entidades de pesquisa. Sempre tive certeza da vocação do país”, diz a executiva. “Se há um setor onde temos vantagem competitiva em relação aos nossos competidores globais, é o agronegócio. A produção cresceu muito sem aumentarmos, na mesma proporção, a área cultivada. Isso é produtividade na veia, fruto de muita pesquisa e tecnologia.” E ainda há muita margem para crescer, principalmente com o uso intensivo de tecnologia. “Uma extensa área no campo ainda não é servida como deveria pela internet”, avalia. Atenta à intersecção da agenda do agro com a ambiental, Sylvia sabe que eles não são assuntos excludentes. “Na verdade, não são duas agendas. Não é um ‘ou’ outro; é um ‘e’ outro. Com o nosso Código Florestal, os grandes exportadores já sabem que, sem o selo verde, não vamos a lugar nenhum. A agricultura tem um papel primordial na questão climática – no Brasil, 70% das emissões vêm do uso da terra.” Ela acha que podemos seguir crescendo sem a necessidade de desmatar, remunerando quem preserva a floresta em pé. “Vejo o interesse de fundos internacionais nesses serviços ambientais e nos créditos de carbono. Temos um dos maiores ativos ambientais do planeta.”

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O comprometimento de Sylvia com a questão verde é tão notório que, em 2017, ela foi convidada a participar da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura. Trata-se de um movimento multissetorial composto por entidades que lideram o agronegócio no Brasil e pelas principais organizações civis da área de meio ambiente e clima, além de representantes de peso do meio acadêmico.

Outra notícia divulgada pelo UBS no início de novembro foi a assinatura de um acordo vinculante para estabelecer uma parceria estratégia com o Banco do Brasil, fornecendo serviços de banco de investimento e corretagem institucional e aproximando-o ainda mais do segmento agro.

Tal proximidade também fica evidente com o estudo que o UBS realiza, em parceria com a Fundação Dom Cabral, para retratar como está organizada a governança dos negócios e das famílias do agro brasileiro. “O Brasil pode se transformar em um líder em finanças verdes e tornar-se um polo de atração de recursos internacionais comprometidos com a diminuição das emissões de carbono. Somado a isso, temos juros cada vez mais baixos, atingindo níveis históricos. Estamos em um ponto de inflexão no mercado de capitais no Brasil, e isso também trará impactos muito positivos para o agronegócio”, conclui.

Reportagem publicada na edição 73, lançada em dezembro de 2019

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