Alibaba lança plataforma para vender excesso de estoque de produtos de luxo

ReutersAlySong
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A plataforma permitirá que as marcas administrem suas próprias lojas online com controle total sobre seus preços, seleção de produtos e estratégia

O gigante chinês de comércio eletrônico Alibaba lançou uma nova plataforma de luxo voltada para consumidores mais jovens, que também visa ajudar marcas a eliminarem o excesso de estoque acumulado durante a paralisação global do coronavírus.

Os consumidores chineses respondem por mais de 30% dos gastos globais com produtos de luxo e a China foi o primeiro mercado-chave a ser atingido pela pandemia, que forçou marcas a fecharem lojas e levou à paralisação de viagens internacionais.

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À medida que o vírus se espalhou para Europa e Estados Unidos, os chineses emergiram de semanas de isolamento e a maioria das marcas vem recuperando vendas desde março.

Mas a pandemia interrompeu as cadeias de fornecimento e o planejamento de armazéns em todo o mundo, deixando empresas de moda com grandes volumes de mercadorias não vendidas, enquanto os consumidores chineses, que costumavam comprar principalmente quando viajavam para o exterior, agora estão comprando de casa.

Em comunicado hoje (6), o Alibaba disse que está lançando o piloto da nova plataforma Luxury Soho para operar junto com seu site principal, o Tmall Luxury Pavilion.

“As marcas estão com um excesso mundial de estoque e também precisam encontrar formas de alcançar novos consumidores”, disse Christina Fontana, chefe da Tmall Fashion and Luxury na Europa.

A plataforma permitirá que as marcas administrem suas próprias lojas online com controle total sobre seus preços, seleção de produtos e estratégia.

Fontana disse que, enquanto o Luxury Pavilion continuará oferecendo as mais recentes coleções das marcas e serviços mais exclusivos, com foco em uma clientela mais rica, o Soho abrigará “ofertas de luxo, coleções mais antigas, clássicos atemporais e itens de coleções vintage”.

Ela disse que a plataforma ajudará marcas de luxo a alcançarem consumidores mais novos, como os das cidades mais baixas da China ou os chamados compradores da Geração Z, clientes jovens de até 25 anos que estão entrando no mundo do luxo e que devem tornar-se cada vez mais importantes para o setor. (Com Reuters)

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