Cerca de 340 funcionários da BRF em fábrica em SC testam positivo para Covid-19

ReutersConnect/Rodolfo Buhrer
ReutersConnect/Rodolfo Buhrer

Segundo a companhia, a quantidade de funcionários com resultado positivo para a detecção do vírus representa 6,6% de sua força de trabalho

A BRF informou hoje (25) que cerca de 340 funcionários de sua fábrica em Concórdia (SC) testaram positivo para o novo coronavírus e foram submetidos a contraprovas para confirmação da doença.

Segundo a companhia, 6,6% de um total de 5.132 trabalhadores da unidade tiveram resultado positivo em testes rápidos para a detecção do vírus e foram afastados preventivamente, além de serem submetidos ao teste RT-PCR, que tem por objetivo confirmar com mais assertividade o diagnóstico.

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A BRF disse que receberá os resultados nos próximos dias e que nos procedimentos que estão sendo realizados em outras fábricas, o RT-PCR tem confirmado entre 10% e 18% dos casos apontados como positivos nos testes rápidos.

Os 93,4% trabalhadores restantes, que tiveram diagnóstico negativo nos testes rápidos para o vírus, retornariam ao trabalho nesta segunda-feira, segundo a empresa.

A testagem de 100% dos trabalhadores da fábrica, realizada em atendimento à determinação da Vigilância Sanitária do Estado de Santa Catarina, foi concluída onotem (24).

Uma porta-voz da BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, afirmou que todas as fábricas da companhia estão funcionando.

“A notícia causa uma preocupação pelo alto número de contágio nos funcionários, mas acreditamos que o impacto na produção ainda seja marginal”, avaliou o analista Régis Chinchila, da Terra Investimentos. Ele observou, contudo, que a empresa reforçará a adoção de medidas para conter e combater o vírus, “aumentando assim os custos com medidas sanitárias”.

As ações da BRF fecharam com variação negativa de 0,05%, a R$ 21,75, enquanto o Ibovespa fechou em alta de mais de 4%.

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Empresas brasileiras de proteínas, incluindo a BRF e a rival JBS, enfrentam casos de coronavírus em suas instalações, o que em alguns casos forçou o fechamento de fábricas até a adoção de medidas mais rigorosas para combater a doença.

A Aurora, que tem cerca de 26 mil trabalhadores em 16 fábricas, assinou um acordo com o Ministério Público do Trabalho na sexta-feira (22) que exige testes de rotina dos funcionários e outras proteções adicionais. (Com Reuters)

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