JC Penney pedirá recuperação judicial na próxima semana, dizem fontes

Mike Blake/Reuters
Rede de lojas de departamentos de 118 anos,enfrentava uma dívida de quase US$ 4 bilhões antes da pandemia

A JC Penney está se preparando para entrar com pedido de recuperação judicial já na próxima semana, com planos de fechar permanentemente cerca de 25% de suas cerca de 850 lojas, tornando-se a mais recente grande varejista dos EUA a sucumbir às consequências da pandemia de coronavírus, informaram pessoas familiarizadas com o assunto.

O pedido de recuperação judicial culminaria o longo declínio da icônica rede de lojas de departamentos de 118 anos, que mesmo antes da pandemia enfrentava uma dívida de quase US$ 4 bilhões, a concorrência de empresas de comércio eletrônico e preços mais baratos em outras lojas.

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A empresa, que emprega cerca de 85 mil pessoas, está discutindo com credores um empréstimo para reforçar suas finanças enquanto avança no processos de recuperação judicial, disseram as fontes. O empréstimo pode totalizar entre US$ 400 milhões e US$ 500 milhões, disseram algumas das pessoas.

A JC Penney não fez um pagamento de dívida de US$ 17 milhões ontem (07) e só tem cinco dias para pagar antes de se tornar inadimplente. Um período de carência de 30 dias de um pagamento de US$ 12 milhões que a empresa não realizou em 15 de abril termina na próxima sexta-feira.

A JC Penney não tomou uma decisão final sobre como lidar com suas sombrias finanças e também considera opções que incluem negociar um acordo com seus credores fora do tribunal de falências ou obter financiamento adicional, disseram as fontes.

A JC Penney se recusou a comentar.

Embora a JC Penney pretenda se reorganizar e sair da recuperação judicial, vai fechar permanentemente cerca de 200 lojas, um número que pode variar dependendo das negociações com os credores, disseram as fontes.

Sob um plano em discussão, a JC Penney sairia do processo cindida em duas empresas, disseram as fontes. Uma seria dona de alguns imóveis da empresa e dona da outra entidade, que operaria os negócios de varejo, disseram eles. Os credores, muitos deles com fundos de hedge de Wall Street, controlariam os negócios em troca de perdão de dívidas, disseram.

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