5 tendências de negócios que devem emergir com a Covid-19

Jesada Wongsa/EyeEm/GettyImages
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Ações das empresas aguentaram mais do que o esperado durante a crise

Agora, em meados de 2020 – um annus horribilis – há muito que ainda não sabemos. A Covid-19 está controlada? Ou fará um retorno mortal como a segunda onda da gripe espanhola? O experimento global da moderna teoria monetária elevará economias inteiras ou apenas aumentará os preços dos ativos? Semeará inflação ou manterá a deflação recessiva?

Enquanto algumas questões permanecem turvas, outras têm respostas mais claras.

VEJA TAMBÉM: Empreendedorismo na pandemia: 13 negócios que surgiram durante a crise de Covid-19

Veja, na galeria de imagens a seguir, 5 tendências de negócios que devem emergir da Covid-19:

  • 1. Aceleração tecnológica

    Na perspectiva do Vale do Silício, o maior feito comercial da história global antes da Covid-19 foi uma aceleração da taxa de evolução tecnológica – e ela ainda está em fase de transformação, garantindo o crescimento contínuo do setor. Empresas relativamente novas, como ServiceNow e Atlassian, surgiram rapidamente. As gigantes tecnológicas foram fortes durante a crise – e continuam sendo. Os clientes de tecnologia corporativa não estão diminuindo seus investimentos. Os CEOs valorizaram a agilidade e, agora, sua maior demanda está relacionada a um retorno rápidos dos recursos – em semanas e não em anos.

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  • 2. Os mercados estão focados no pior

    As ações aguentaram mais do que o esperado, dado o colapso do comércio no segundo trimestre, comparável ao da Grande Depressão. O que os mercados vêem é uma recuperação razoavelmente rápida – não em forma de V, mas um “U magro”, como Campbell Harvey, professor da Fuqua School of Business da Duke, classificou recentemente. Ainda assim, pode levar de 18 a 24 meses para retornar aos níveis do PIB global de janeiro de 2020. Mas, no terceiro trimestre, as taxas de crescimento serão impressionantes em comparação ao porão de março de 2020.

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  • 3. O empreendedorismo vai proliferar

    Embora alguns setores, como tecnologia e transporte marítimo, tenham se mantido estáveis, as pequenas empresas familiares foram duramente atingidas e há altas taxas de desemprego entre os jovens. Esses fatores levarão a um boom no “empreendedorismo de sobrevivência”. A história mostra que esse tipo de solução – um caminho natural para os imigrantes – é mais durável do que as startups criadas por empreendedores ricos com apresentações caprichadas de PowerPoint. Nos Estados Unidos, a década de 1970 foi péssima para os negócios – os preços da gasolina quadruplicaram, um presidente e um vice-presidente renunciaram e o mercado de ações perdeu 45% do pico ao vale. No entanto, Apple, Charles Schwab, FedEx, Microsoft e Oracle nasceram nessa década.

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  • 4. Cadeias de suprimento serão mais curtas e regionais

    O surgimento da China como centro da oferta global é, talvez, a maior história deste jovem século. O protagonismo chinês nos negócios atingiu o pico em 2017. Aí veio a Covid-19. “A disrupção provocada pelo novo coronavírus é diferente. Ele colocou foco no risco da concentração em escala de um único país. Ninguém poderia prever o que aconteceria quando a segunda maior economia do mundo ficasse offline e desligasse completamente as conexões externas de sua rede logística. Muitas empresas só agora estão se familiarizando com a profundidade de suas dependências”, escreveu Willy Shih, professor da Harvard Business School em edição recente da “MIT Sloan Management Review”.

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  • 5. A lei do fluxo de capital de Wriston será demonstrada, não revogada

    Em seu livro de 1992, “The Twilight of Sovereignty” (sem tradução para o português), o banqueiro Walter Wriston previu que o capitalismo global forçaria os países a cuidarem do capital – financeiro e humano. Se as pessoas e o dinheiro são dinâmicos, eles “vão para onde são bem-vindos e permanecem onde são bem tratados”. Certamente, pelos padrões de 28 anos atrás, o capitalismo global está em retirada. Mas o fluxo de dinheiro e talento continua como uma força e não pode ser interrompido. A lei de Wriston será aplicada na recuperação dos EUA, onde alguns estados e regiões, incluindo centros de tecnologia como o Vale do Silício e Seattle, estão demorando a abrir. O dinheiro e o talento não vão esperar para sempre. Outros lugares mais abertos à inovação e ao investimento em tecnologia, nos EUA e no mundo, podem aproveitar esta oportunidade.

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1. Aceleração tecnológica

Na perspectiva do Vale do Silício, o maior feito comercial da história global antes da Covid-19 foi uma aceleração da taxa de evolução tecnológica – e ela ainda está em fase de transformação, garantindo o crescimento contínuo do setor. Empresas relativamente novas, como ServiceNow e Atlassian, surgiram rapidamente. As gigantes tecnológicas foram fortes durante a crise – e continuam sendo. Os clientes de tecnologia corporativa não estão diminuindo seus investimentos. Os CEOs valorizaram a agilidade e, agora, sua maior demanda está relacionada a um retorno rápidos dos recursos – em semanas e não em anos.

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