Dono da Ricardo Eletro é alvo de operação contra sonegação de R$ 400 mi em impostos em MG

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Ricardo Nunes, dono da Ricardo Eletro, foi alvo de operação de força-tarefa por suposta sonegação de R$ 400 milhões

Autoridades de Minas Gerais deflagraram hoje (8) operação contra o empresário Ricardo Nunes, dono da rede varejista de eletrodomésticos e eletroeletrônicos Ricardo Eletro, por suposta sonegação de R$ 400 milhões em impostos naquele Estado ao longo de mais de cinco anos.

Segundo informações na mídia, Nunes e uma de suas filhas foi preso na operação, denominada de Direto com o Dono. Procurado, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) disse que mais informações sobre a operação serão dadas em entrevista coletiva nesta manhã.

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O empresário Ricardo Nunes apareceu pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes em 2013, com R$ 1,31 bilhão. O patrimônio dele aumentou para R$ 1,52 bilhão no ano seguinte, mas caiu para R$ 1 bilhão, em 2015, última vez em que seu nome apareceu no ranking.

A força tarefa composta por MPMG, Secretaria de Estado de Fazenda e Polícia Civil cumpria três mandados de prisão e quatorze mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte, Contagem, Nova Lima, São Paulo e Santo André.

A Reuters não conseguiu entrar em contato com a empresa.

“Além dos mandados de prisão, a Justiça já determinou o sequestro de bens imóveis do dono do negócio, avaliados em cerca de R$ 60 milhões, com a finalidade de ressarcir o dano causado ao Estado de Minas Gerais”, disse o comunicado do MPMG.

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A força-tarefa também investiga lavagem de dinheiro, uma vez que afirmou ter havido crescimento vertiginoso do patrimônio individual de Nunes

De acordo com as autoridades, as empresas da rede de varejo cobravam dos consumidores, embutido no preço dos produtos, o valor correspondente ao imposto. No entanto, os investigados não faziam o repasse e se apropriavam desses valores.

A força-tarefa também investiga lavagem de dinheiro, uma vez que afirmou ter havido crescimento vertiginoso do patrimônio individual de Nunes, que teria ocorrido na mesma época em que os crimes tributários teriam sido praticados, o que caracteriza, segundo a Força-Tarefa, crime de lavagem de dinheiro.

A operação conta com a participação de três promotores de Justiça, 60 auditores-fiscais da Receita Estadual, quatro delegados e 55 investigadores da Polícia Civil. (Com Reuters)

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