Pandemia de Covid-19 muda postura de consumo a longo prazo

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Comércio eletrônico deve permanecer fortalecido após a pandemia de Covid-19

Uma pesquisa realizada pela empresa global de tecnologia Criteo revelou que o período de isolamento social provocado pela pandemia de Covid-19 tem modificado a forma e os hábitos de consumo em níveis prolongados e permanentes.

A análise da companhia, feita com base em 2 bilhões de compradores ativos no mundo em 20 mil sites, apontou que o volume de vendas online de alimentos aumentou 233% no mês de abril. Neste sentido, 52% dos brasileiros consultados pretendem aumentar e manter a compra de insumos pela internet.

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Apesar do distanciamento social e da impossibilidade de manter os tradicionais almoço de Dia das Mães ou jantar no Dia dos Namorados, 65% dos brasileiros afirmam que continuarão a comprar presentes para datas comemorativas online ou fisicamente.

Este ano, verificou-se um aumento de 18% nas compras oito dias antes do Dia dos Namorados, contra 25% de crescimento verificado no dia anterior à data em 2019. O presente favorito ainda são as flores, modalidade que registrou aumento de 111% entre os brasileiros, enquanto a venda de artigos esportivos cresceu 41% até o dia 3 de junho.

A forma de fazer os presentes chegarem até seus destinos também sofreu mudanças: 41% dos consultados revelaram que pretendem comprar online e enviar o produto direto ao presenteado e 35% vão diminuir a entrega presencial.

Mesmo com a abertura gradual de shoppings e pontos de venda em geral, o comércio eletrônico deve permanecer fortalecido. Ainda com dados do levantamento da Criteo, quatro em cada 10 brasileiros dizem estar prontos para voltar às compras em shoppings centers nos próximos dois meses, 27% dizem que retornariam em três a cinco meses e 16% após nove meses. Apenas 15% dos entrevistados estão dispostos a retornar imediatamente.

A vontade de voltar a viajar segue latente, mas na mesma direção da cautela. A preferência é para viagens curtas, de fim de semana. 38% dizem que vão levar mais de nove meses para entrar em uma avião novamente.

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