Coda, potencial sucessora do G-Suite, é avaliada em mais de US$ 600 milhões

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Criação da Coda surgiu em 2014 com o objetivo de reinventar o forma de documentação online

Enquanto o Slack e o Microsoft Teams disputam os usuários no novo mundo do home office, uma startup está mirando uma tecnologia diferente –o Google e o produtivo G-Suite–, com uma nova rodada importante de financiamento por investidores de capital de risco.

A Coda, uma startup de São Francisco que ajuda os usuários em documentação online, arrecadou US$ 80 milhões em uma rodada de financiamento que avaliou a empresa em US$ 636 milhões, disse a companhia à Forbes. Kleiner Perkins liderou a rodada de financiamento, que contou com a participação de investidores da Greylock, Khosla Ventures e General Catalyst.

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A Coda é um dos novos participantes na área de produtividade para o home office, que inclui empresas que vão desde a plataforma de videoconferência Zoom até o Office 365, da Microsoft. Espaços de reuniões online tiveram aumento na demanda de grandes e pequenas empresas que procuram manter seus funcionários conectados enquanto trabalham fora do escritório durante a pandemia da Covid-19.

Shishir Mehrotra, CEO e cofundador da Coda, anteriormente ocupou cargos sênior na Microsoft e no YouTube ao lado de seu cofundador e amigo de faculdade, Alex DeNeui. A dupla iniciou a Coda em 2014 com o objetivo de reinventar o forma de documentação online. Em vez de ter plataformas separadas por planilhas, documentos, apresentações e listas de tarefas, a Coda oferece uma tela em branco onde tudo pode ser criado em um só lugar. O projeto consegue, então, transformar os resultados em uma aplicativo sem a necessidade de nenhum código.

O programa foi lançado no início de 2019 com algumas centenas de clientes, após cinco anos em desenvolvimento. Desde então, a empresa afirma ter crescido para mais de 25 mil “equipes”, que especifica como redes individuais de usuários em empresas que incluem Uber, The New York Times e Spotify. Masterclass, a plataforma de streaming com cursos ministrados por celebridades mundiais, diz que usou a Coda para designar e coordenar tarefas em dezenas de equipes, com todos os caminho para a distribuição final dos projetos concluídos online. “Isso diminuiu a quantidade de trabalho em cerca de 50%”, diz David Rogier, CEO da Masterclass.

A Coda se recusou a fornecer números de receita, mas disse que suas vendas dobraram desde o início de 2020; atualmente, ela não é rentável. A startup diz que as taxas mensais para empresas menores começam em US$ 10, enquanto empresas maiores pagam até “centenas de milhares por ano”. Embora a pandemia do novo coronavírus tenha tido um efeito positivo na receita líquida da Coda, diz Mehrotra, que também é diretor do Spotify, alguns dos clientes menores da companhia sofreram ou sucumbiram na esteira da crise. A última rodada de financiamento foi oportunista, segundo Mehrotra, com o objetivo de expandir seus negócios. “O mercado ao nosso redor está muito aquecido e somos beneficiários disso”, aponta.

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A propaganda em torno da Coda e sua rodada de financiamento “oportunista” ecoam investimentos semelhantes em outras empresas da área nos últimos meses. O Notion, um aplicativo de colaboração que arrecadou US$ 50 milhões em março, agora está avaliado em US$ 2 bilhões. Além disso, foi relatado que a Airtable estava subindo em uma nova avaliação grande, enquanto a Figma atingiu sua própria estimativa de US$ 2 bilhões em abril.

No entanto, a chegada dessas empresas fez com que os líderes contra-atacassem. A Microsoft lançou seu produto Teams para competir com o Slack em 2016, oferecendo uma plataforma baseada em chat para acompanhar o pacote Office 365. Enquanto o CEO do Slack, Stewart Butterfield, inicialmente rejeitou a ameaça competitiva do Teams, a Microsoft disse que tinha 75 milhões de usuários diários no final de abril, em comparação com os 12 milhões do Slack, registrados em março. O atrito aumentou ainda mais em julho, quando o Slack processou o Microsoft Teams na União Europeia, alegando práticas anticompetitivas.

A Coda pode levar alguns anos para ser grande o suficiente para assustar o Google, criador dos populares Google Docs e Google Drive. Mas a empresa não passa despercebida. Além de seus investidores de capital de risco, a última rodada de financiamento atraiu um grupo de investidores anjos, incluindo o produtor de cinema e cofundador da Quibi, Jeffrey Katzenberg, e Jed York, CEO do San Francisco 49ers. Mamoon Hamid, sócio da Kleiner Perkins, que liderou a rodada e era anteriormente um investidor do Slack, diz que seu investimento na Coda foi o maior cheque que ele já assinou. “Acho que a companhia será maior do que o Slack”, diz Hamid. “Há potencial para o surgimento de uma empresa de US$ 100 bilhões aqui.”

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