Petlove e DogHero anunciam fusão de operações

Ricardos snapshot/Getty Images
Ricardos snapshot/Getty Images

O brasil é, atualmente, o segundo maior mercado de pets do mundo

Após a Petlove e a DogHero passarem por um ano de avanços durante a pandemia do novo coronavírus, as duas redes de cuidados animais decidiram estreitar laços e anunciaram hoje (26) a fusão de suas operações. Com o objetivo de facilitar a vida da comunidade pet, a união vai permitir que a rede de petshops online Petlove passe a oferecer os serviços de hospedagem, passeios, pet sitter, creche e veterinário a domicílio da DogHero. 

Para Fernando Gadotti, cofundador da DogHero, a operação traz benefícios para todos os envolvidos: para as empresas, que aumentarão as chances de receita, para os clientes – mais ainda para aqueles que possuem programa de assinatura -, e para os cuidadores que oferecem mão de obra. “Com a fusão, todos os heróis da plataforma poderão criar as suas lojas para revender os produtos da Petlove, com o objetivo de gerar uma renda extra”, diz.

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A ferramenta que permite esse lucro extra para prestadores de serviço é o white label, conceito que, no ambiente digital, ajuda micros e pequenas empresas a venderem online – sem precisar investir no desenvolvimento de um comércio eletrônico próprio. O modelo já foi explorado pela Petlove em julho na expansão omnichannel em parceria com hospitais, clínicas e petshops físicos que estavam sofrendo com o isolamento social em todo o país. 

Mais de 2.500 estabelecimentos aderiram ao projeto desde então e, com a fusão entre as duas empresas, mais prestadores de serviço vão poder gerar renda por meio da plataforma. Mais do que isso: também será possível explorar o serviço lançado  pela DogHero em junho, o atendimento veterinário em domicílio. 

A parceria conversa diretamente com os desejos de Marcio Waldman, CEO da Petlove, para seus negócios. No meio do ano, ao anunciar o white label, ele disse que sua ideia sempre foi ter uma plataforma completa, “que oferecesse, além dos produtos, serviços de veterinário, petshops, dog walking e hospedagem”. “Um canal único onde os donos de animais de estimação pudessem resolver tudo. Essa facilidade e a democratização do acesso vai ao encontro do que me propus desde o início: proporcionar bem-estar aos animais”, disse na época, em entrevista à Forbes.

Com investimento de empresas como Softbank, L Cattertona, Tarpon e Monashees, a companhia fundada por Waldman parece ter dado um passo certeiro. “A fusão com a DogHero catalisa a transformação da Petlove de e-commerce em um ecossistema pet, oferecendo uma ampla gama de serviços aos tutores com uma credibilidade e segurança sem igual no mercado brasileiro”, afirma Talita Lacerda, conselheira da Petlove e sócia da Kamaroopin, da SK Tarpon. 

Para a DogHero, o empreendimento também é uma  boa oportunidade. Com mais de 1,4 milhão de pets cadastrados na plataforma, a empresa enxerga na fusão a conquista de novos clientes e uma captura de mais de R$ 100 milhões em sinergias, entre diluição de custos de aquisição de clientes e cross-sell. “Vemos muita sinergia entre as culturas e missões da DogHero e da Petlove. Temos mindset digital e somos 100% focados em trazer mais bem-estar e saúde aos pets”, finaliza Waldman. O brasil é, atualmente, o segundo maior mercado de pets do mundo, com gastos que devem chegar a R$ 40 bilhões em 2020.

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