Café arábica cai na ICE para mínima de quase 6 meses; açúcar sobe

Por Marcelo Teixeira e Maytaal Angel e Nigel Hunt NOVA YORK/LONDRES (Reuters) – Os contratos futuros de café arábica caíram na ICE para uma mínima de quase seis meses nesta sexta-feira, ante perspectiva econômica global.

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Por Marcelo Teixeira e Maytaal Angel e Nigel Hunt

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NOVA YORK/LONDRES (Reuters) – Os contratos futuros de café arábica caíram na ICE para uma mínima de quase seis meses nesta sexta-feira, ante perspectiva econômica global sombria que desencadeou um sentimento de baixa sobre as perspectivas de demanda, enquanto os preços do açúcar fecharam em alta.

CAFÉ

* O café arábica para julho fechou em queda de 6,8 centavos de dólar, ou 3,1%, a 2,1045 dólares por libra-peso, após cair para mínima desde novembro a 2,10 dólares.

* Operadores disseram que o mercado foi pressionado por preocupações de que a demanda esteja enfraquecendo em meio à guerra na Europa e os lockdowns por Covid na China.

* “Café arábica e cacau são commodities de ‘luxo’ e esperamos que a desaceleração da demanda e dos gastos do consumidor (como resultado do conflito na Ucrânia)… afete a demanda e os preços desses produtos”, disse a Fitch Solutions em nota.

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* O café robusta para julho caiu 53 dólares, ou 2,5%, a 2.083 dólares a tonelada, após subir para um pico de cinco semanas de 2.159 dólares na terça-feira.

AÇÚCAR

* O açúcar bruto para julho avançou 0,38 centavo de dólar, ou 2,0%, a 19,16 centavos de dólar por libra-peso​, acompanhando ganhos no setor de energia.

* Operadores afirmaram que o mercado foi sustentado pela cobertura de fundos, bem como pela perspectiva de maior produção de etanol no Brasil, o que reduziria a quantidade de açúcar que o país produzirá na nova safra que começou em abril.

* A China deve produzir 400 mil toneladas a mais de açúcar na safra 2022/23, informou o USDA.

* O açúcar branco para agosto subiu 9,00 dólares, ou 1,7%, a 531,30 dólares a tonelada.

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