Famílias haitianas fogem de casa durante onda de violência em Porto Príncipe

PORTO PRÍNCIPE (Reuters) – Haitianos fugiram de suas casas na capital Porto Príncipe, nesta segunda-feira, depois que começaram batalhas armadas entre gangues rivais, de acordo com uma testemunha da Reuters, na esteira de confrontos entre.

Compartilhe esta publicação:

PORTO PRÍNCIPE (Reuters) – Haitianos fugiram de suas casas na capital Porto Príncipe, nesta segunda-feira, depois que começaram batalhas armadas entre gangues rivais, de acordo com uma testemunha da Reuters, na esteira de confrontos entre grupos armados que mataram pelo menos 20 pessoas na semana passada.

Acessibilidade


Autoridade disseram que as batalhas entre as gangues rivais Chen Mechan e 400 Mawozo, esta última responsável pelo sequestro de um grupo de missionários norte-americanos e canadenses em outubro, forçaram milhares de pessoas a fugir de suas casas.

Tiros foram disparados nesta segunda-feira à tarde no bairro pobre de Cite Soleil, onde dezenas de moradores em pânico deixaram suas casas e estavam correndo em todas as direções, de acordo com a testemunha da Reuters.

Alguns caminhavam com as mãos para o alto para mostrar que não estavam armados, a fim de evitar serem atacados.

Não estava imediatamente evidente quais gangues estavam envolvidas ou quantas pessoas haviam sido deslocadas de suas casas.

Homens armados com roupas civis também estavam presentes no bairro conhecido como La Plaine, perto da sede do Ministério da Agricultura do Haiti.

Inscreva-se para receber a nossa newsletter
Ao fornecer seu e-mail, você concorda com a Política de Privacidade da Forbes Brasil.

A Polícia Nacional Haitiana não respondeu imediatamente a telefonemas solicitando comentários.

A violência das quadrilhas no Haiti piorou desde o assassinato do presidente Jovenel Moise em julho passado, com grandes partes do território do país agora fora do alcance das autoridades públicas.

A crise também alimentou a migração para os Estados Unidos, com um número crescente de haitianos viajando pelo mar através das Bahamas em embarcações superlotadas e sem segurança.

(Reportagem de Ralph Tedy Erol e Gessika Thomas, em Porto Príncipe)

Compartilhe esta publicação: