Indonésia fixará teto de preços para matéria-prima de óleo de cozinha

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JACARTA (Reuters) – A Indonésia, maior exportadora de óleo de palma do mundo, removerá no mês que vem um subsídio ao óleo de cozinha a granel e o substituirá por um teto de preço de matérias-primas vendidas a refinarias locais, disse uma alta autoridade nesta terça-feira.

A Indonésia permitiu a retomada das exportações de óleo de palma bruto e seus derivados a partir de segunda-feira, mas implementará uma política de vendas domésticas obrigatórias a um determinado nível de preço, conhecida como Obrigação do Mercado Doméstico (DMO), para garantir o fornecimento local do óleo vegetal.

O governo tem lutado para baixar os preços do óleo de cozinha este ano, apesar das medidas anteriores malsucedidas para controlar as exportações usando a política DMO.

Uma proibição de três semanas removida na segunda-feira ajudou a estabilizar os preços do óleo de cozinha a granel em cerca de 17.000 rúpias por litro, embora ainda acima do preço pretendido de 14.000 rúpias.

A Indonésia produz cerca de 60% do óleo de palma do mundo e as repetidas mudanças em suas políticas de exportação este ano abalaram os mercados globais em um momento de fornecimento incerto de óleo comestível causado pela guerra na Ucrânia.

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Putu Juli Ardika, diretor-geral de agricultura do Ministério da Indústria, disse em uma audiência parlamentar que um subsídio concedido aos fabricantes de óleo de cozinha para ajudar a controlar os preços no varejo será interrompido após 31 de maio, quando o governo implementará uma nova política para controlar o preço da matéria-prima.

O ministro-chefe da economia, Airlangga Hartarto, em entrevista durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, disse que o governo estava visando um DMO de 20% nas exportações de óleo de palma, o que significa que as empresas devem fornecer um quinto de sua oferta ao mercado local.

“No momento, (o DMO) é de 30%, mas será reduzido para 20% se os preços caírem”, disse ele.

O Ministério do Comércio da Indonésia emitiu na segunda-feira regras afirmando que as empresas devem obter uma licença de exportação que seria concedida apenas para aqueles capazes de cumprir o DMO.

(Por Bernadette Christina Munthe)

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