Fortuna de Jeff Bezos derrete US$ 19 bi em dois dias

A queda nas ações da Amazon se deve a um desempenho abaixo do esperado.

Lauren Debter
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Jeff Bezos: fortuna em queda depois de crescimento vertiginoso

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O que significa perder US$ 19 bilhões em dois dias? Para Jeff Bezos, CEO-fundador da Amazon e pessoa mais rica do mundo, com certeza não passa de um trocado. Mas ainda assim é uma  queda preocupante para o empresário — e aqui nós explicamos por quê. Com a baixa nas ações da gigante do comércio eletrônico, o patrimônio líquido de Bezos despencou nos últimos dois dias: US$ 11 bilhões na última sexta-feira (26) e outros US$ 8,2 bilhões ontem (29). O empresário, que detém 16% do mercado de comércio eletrônico, hoje tem meros US$ 127,6 bilhões. Muito mais que o segundo mais rico, Bill Gates (US$ 94,1 bilhões).

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As ações da Amazon recuaram 23% no mês passado, em boa parte porque a empresa não alcançou os resultados esperados para o terceiro trimestre, divulgados na semana passada. Os números de vendas decepcionaram os investidores, e a expectativa para os meses de fim de ano não são também animadoras. A Amazon disse que espera que a receita cresça apenas entre 10% e 20% no quarto trimestre atual, o que representaria a temporada de férias mais lenta desde 2014. Nos últimos três anos consecutivos, a companhia registrou aumentos de vendas de 20% ou mais durante o período.

A recente queda é uma reversão acentuada de uma trajetória de crescimento fenomenal. Os papéis da Amazon subiram 56% em 2017 e outros 31% em 2018. Esse impulso ajudou Bezos a se tornar a primeira pessoa a alcançar um patrimônio líquido de mais de US$ 100 bilhões na lista da FORBES. Ele superou rapidamente Bill Gates, que foi líder do ranking por anos — desde 1994. O patrimônio líquido da Bezos passou de US$ 81,5 bilhões em setembro de 2017 para US$ 160 bilhões em setembro de 2018.

Bezos não é o único bilionário da tecnologia cuja fortuna sofreu uma surra ultimamente. As ações da Alphabet caíram 5% ontem (29) após a companhia ter divulgado vendas trimestrais abaixo do esperado, reduzindo a fortuna dos fundadores Larry Page e Sergey Brin em US$ 2 bilhões e US$ 1,9 bilhão, respectivamente. O par ainda é classificado como a décima primeira e décima segunda pessoas mais ricas do mundo.

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