Ray Dalio afirma que o mundo irá levar de 3 a 5 anos para se reestruturar

Bilionário lembrou que poder de adaptação e criatividade serão essenciais no mundo pós-coronavírus.

Alexandra Sternlicht
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GettyImages/ Kimberly White
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O bilionário Ray Dalio destacou a auto-suficiência, criatividade, adaptabilidade e bipartidarismo como elementos chave para a nova ordem global pós-coronavírus

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Em entrevista dada na terça-feira (21) ao podcast do LinkedIn “This is Working”, o fundador bilionário da Bridgewater Associates, Ray Dalio, previu um período de três a cinco anos de reestruturação global e disse que auto-suficiência, criatividade, adaptabilidade e bipartidarismo serão as chaves para a recuperação econômica.

“Não apenas os indivíduos desejam garantir sua auto-suficiência, mas os países desejam ter auto-suficiência, porque também são vulneráveis”, falou Dalio na entrevista.

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Dalio, cujo patrimônio líquido de US$ 18 bilhões o torna a 46ª pessoa mais rica do mundo, disse que máscaras e ventiladores fabricados e enviados da China exemplificam uma “vulnerabilidade” para os Estados Unidos e que “nós iremos querer produzir esse tipo de produto para criar auto-suficiência”, um processo que causará ineficiência.

Dalio reiterou as preocupações com a política partidária que ele expressou em uma entrevista do Ted Connect em 8 de abril: “Se lutarmos entre nós, interna ou externamente, tudo será muito doloroso. O mais importante é como lidaremos com o outro.”

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O fundador do maior fundo de hedge do mundo, com US$ 160 bilhões em ativos sob gestão, também alertou que os países precisarão aproveitar reservas para se recuperar da crise do coronavírus: “alguns deles ficarão sem esses fundos, mesmo os países ricos, grande parte do mundo não estará protegida.”

Inflação global e aumento das taxas de poupança também podem ser esperados, disse Dalio. “Temos recursos e criatividade suficientes para melhorar tudo isso”, disse Dalio. “Tudo vai depender de como nos relacionamos e de nossa união”.

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O coronavírus é caro: quase metade dos estados nos EUA cortou fundos fiduciários em 50% no pagamento de benefícios de desemprego a residentes desempregados. Com o aumento do desemprego, estados continuarão a esgotar suas reservas e possivelmente precisarão de empréstimos federais. Dalio e outros especialistas financeiros prevêem que um mundo pós-coronavírus se parece com o da Grande Depressão, exigindo anos de ajuda do governo e dos indivíduos para promover a recuperação.

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