Bilionários na pandemia: quem mais ganhou e perdeu em 2020

Reprodução Forbes
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Os membros da lista recém-lançada da Forbes, os 400 americanos mais ricos, enriqueceram juntos US$ 240 bilhões no ano passado. Mas nem todo mundo da lista está mais rico do que há um ano.

 

Os membros da lista recém-lançada da Forbes, os 400 americanos mais ricos, enriqueceram juntos US$ 240 bilhões no ano passado. Mas nem todo mundo da lista está mais rico do que há um ano. Os magnatas das indústrias mais atingidas pelo coronavírus – entretenimento, energia e lazer – viram as fortunas caírem bilhões à medida que a pandemia fechava os cinemas, reduzia a demanda por combustível e impedia o turismo.

O bilionário cuja riqueza diminuiu mais em termos percentuais é Harold Hamm, o fundador da empresa independente de petróleo Continental Resources. A fortuna de Hamm caiu 42% no ano passado, ou US$ 3,7 bilhões, como resultado de uma queda no valor das ações da Continental Resources. Kelcy Warren, cuja empresa construiu o polêmico Dakota Access Pipeline, vale US$ 2,8 bilhões.

Apesar da pandemia, as pessoas mais ricas da América estão prosperando. Os membros da lista Forbes 400 deste ano valem em média 8% a mais em comparação há um ano atrás. Um grupo seleto desses bilionários teve ainda mais sorte: os 15 maiores ganhadores neste ano viram seu enorme patrimônio líquido disparar em pelo menos 40%. A Forbes usou os preços de fechamento das ações do dia 24 de julho, para calcular o tamanho das fortunas da lista, nosso 39º ranking anual das pessoas mais ricas do país.

O maior vencedor do ano, em termos percentuais, é Elon Musk, que é surpreendentemente 242% mais rico do que na classificação do ano passado. Muita coisa aconteceu desde então, incluindo Musk levantando mais de US$ 2 bilhões em novos fundos para sua empresa de foguetes, SpaceX, e recebendo duas enormes concessões de opções de ações da Tesla como parte do audacioso acordo de compensação que Musk assinou com a montadora elétrica em 2018.

As ações da Tesla estão em alta, subindo 520% ​​quando a Forbes fez a última avaliação do patrimônio líquido em 24 de julho – ajudando a adicionar US$ 48,1 bilhões ao patrimônio líquido de Musk desde a lista do ano passado. Ele era a 23ª pessoa mais rica da América no ranking de 2019, valendo US$ 19,9 bilhões; este ano ele está em 7º lugar, no valor de US$ 68 bilhões. (E ficou ainda mais rico recentemente. No final de agosto, quando as ações da Tesla dispararam após um desdobramento de 5 por 1, Musk oficialmente ultrapassou o limite de US$ 100 bilhões para se tornar o quinto centibilionário do mundo.)

O segundo maior ganhador deste ano: o cofundador e CEO da Nvidia, Jensen Huang. As ações da fabricante de microchips gráficos, que adquiriu a empresa de tecnologia de rede israelense-americana Mellanox por US$ 6,9 bilhões em abril, mais que dobraram desde o ano passado, em meio a um impulso além dos jogos para a inteligência artificial e centros de dados. Graças às crescentes ações da Nvidia, Huang vale US$ 5,6 bilhões, ou 133%, mais rico do que no ano passado.

Correção: Uma imagem de Sheldon Adelson, fundador, presidente e CEO da Las Vegas Sands aparece incorretamente ao fazer referência a Harold Hamm.


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