Como os ex-funcionários de Elon Musk estão se tornando seus principais rivais

Sterling Anderson, Gene Berdichevsky e Peter Rawlinson fazem parte do seleto grupo denominado “Máfia da Tesla”.

Mateus Omena
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NurPhoto/Getty Images
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Os ex-colaboradores de Elon Musk podem ter um impacto de US$ 6 trilhões na indústria automobilística global nas próximas décadas

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Em 2002, o eBay comprou o PayPal por US$ 1,4 bilhão, aquisição que fez de seus fundadores jovens riquíssimos. Entre eles estavam, Peter Thiel, Max Levchin e Elon Musk. Esse grupo, e alguns outros investidores da empresa de pagamento online acabaram se tornando conhecidos como a “Máfia do PayPal”, usando o que ganharam com a venda para investir numa série de startups e companhias bem-sucedidas e que se tornaram nomes muito famosos nos Estados Unidos.

Elon Musk é, de longe, o mais bem-sucedido deles com a criação da SpaceX e da empresa de carros elétricos Tesla. Tanto que agora esta última criou uma máfia própria. Um grupo de novas empresas está surgindo nos setores de veículos elétricos, baterias e carros autônomos chamado de “Máfia da Tesla”.

Entre os indivíduos notáveis deste seleto grupo está Sterling Anderson, que supervisionou o desenvolvimento do sistema de piloto automático quando estava na empresa. Após sua saída, se tornou um dos fundadores da Aurora Innovation, que, atualmente, é uma das principais desenvolvedoras da tecnologia de autonomia veicular.

A “Máfia da Tesla” abrange também Gene Berdichevsky, engenheiro-chefe do sistema de baterias do Roadster, o primeiro veículo da Tesla, lançado em 2008. Berdichevsky é um dos fundadores e CEO da Sila Nanotechnologies, que desenvolve materiais avançados para tornar a bateria de íon de lítio mais barata e fazê-la mais densa energeticamente.

Há também Peter Rawlinson, que foi o engenheiro-chefe do Model S da Tesla. Hoje, ele é CEO e CTO da Lucid Motors, que está prestes a lançar o Lucid Air, o carro elétrico mais avançado já concebido e considerado mais atraente e avançado do que os produtos da Tesla.

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Esses ex-colaboradores podem ter um impacto enorme na indústria automobilística global – de US$ 6 trilhões – nas próximas décadas.

Uma das razões para o êxito desses antigos nomes é que a Tesla conseguiu criar uma série de empreendedores porque a empresa exigia de seus colaboradores muitas habilidades e criatividade para resolverem problemas difíceis, além de colocarem produtos no mercado o mais rápido possível.

Esses fatores se tornaram os traços mais comuns entre os membros da “Máfia da Tesla”. As empresas querem estar bem posicionadas, ser nomes expressivos e com potencial de concorrer com a Tesla no mundo em evolução dos veículos elétricos, baterias avançadas e motores autônomos.

 

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