O caminho mais curto para os EUA

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Os Estados Unidos estão incentivando o acesso ao cobiçado green card para profissionais de áreas nas quais o país tem déficit de mão de obra especializada. O processo é feito por meio do visto EB2 nas subcategorias NIW (National Interest Waiver) e Schedule A.

O EB2 NIW, em geral, exige que o requerente ao visto preencha aos menos três de sete pré-requisitos estabelecidos pela imigração americana. As exigências mais comuns são: ter graduação/bacharelado; comprovar dez anos de experiência na atividade; ser membro de associação ou entidade de classe; ter recebido prêmios ou homenagens de um corpo julgador competente; ter publicações ou matérias na imprensa a seu respeito, entre outros. E se, além de preencher três desses pré-requisitos, o requerente ao visto for um profissional do chamado STEM, suas chances aumentam consideravelmente. STEM é a abreviação de Science, Technology, Engineering and Math, áreas especialmente carentes de talentos nos EUA.

Segundo Wagner Pontes, sócio-fundador da D4U USA Law Group, escritório de advogados especializados em processos imigratórios e implantação de novos negócios nos EUA, com unidades na Flórida e em Washington D.C., a procura por esse tipo de visto tem crescido nos últimos anos. Isso ocorre porque, ao mesmo tempo que tem dificultado vistos mais simples, como para quem quer estudar inglês ou realizar trabalhos sazonais, a administração Trump tem priorizado aplicantes de vistos de habilidades, áreas de interesse do país e investimentos. “Temos peticionado dezenas de processos como esses, com alto índice de aprovação. Nosso time de advogados especializou-se nessa categoria de visto e sabe exatamente qual caminho percorrer e, principalmente, onde focar cada petição”, afirma Pontes.

No EB2 NIW, os benefícios do requerente principal (como green card, social security e autorização de trabalho) também se estendem ao cônjuge e aos filhos menores de 21 anos. E ele não se restringe ao grupo do STEM. Desde o “caso Dhanasar”, em 2016, profissionais das mais distintas áreas – como arquitetos, administradores e publicitários – também têm sido beneficiados. “Esse visto é muito generoso. O aplicante e sua família recebem o green card para viver nos EUA e, depois de cinco anos, podem pleitear a cidadania americana”, afirma Kris Lee, sócia da D4U e advogada de imigração com mais de 27 anos de experiência. “Mas justamente por ser tão generoso ele também é complexo. É preciso ter muita expertise para, com uma petição que chega a ter mil páginas, podermos detalhar e comprovar ao agente de imigração que a vinda daquele profissional aos EUA será benéfica ao país”, conclui a doutora Lee.

“Quando o cliente, além de um bom currículo, tem também a intenção de investir financeiramente nos EUA, mesmo que sejam apenas US$ 100 mil, focamos sua petição como entrepreneur (empreendedor). A aceitação da imigração, nesse caso, é ainda mais elevada”, afirma Adriana Estevez, advogada da D4U eleita em 2017 uma das 40 principais jovens advogadas em atuação nos EUA. Com essa modalidade de visto, milhares de brasileiros têm alcançado o green card. Entre honorários, taxas imigratórias, traduções juramentadas e outros custos, o processo custa cerca de US$ 20 mil – muito abaixo, portanto, dos US$ 500 mil necessários para a obtenção do green card pelo visto EB5 (para investidores).

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