A pergunta a se fazer para ser promovido em 2019

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É claro que todos querem progredir e ganhar mais dinheiro, mas não gostam da ideia de fazer o trabalho extra necessário para chegar lá, sem contar o trabalho a mais que vem junto com uma promoção.

Mais um ano terminou e você pode estar em meio a um dilema, procurando saber como está onde está: o lugar que você ocupa hoje não é exatamente o que gostaria de ocupar. E então você se pergunta, “Por que estou preso a um lugar que não gosto?”.

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É mais fácil culpar alguém ou alguma coisa — seu chefe, seus colegas, seus clientes, sua trajetória. Mas a pergunta que você de fato deveria se colocar, e que, se você for como a maioria das pessoas, deve acabar não fazendo, é: “Estou envolvido de verdade com meu trabalho?”.

A resposta a essa questão pode ser o segredo para evoluir na carreira. O ponto não é só o trabalho que você faz, mas o modo como faz — se você se mostra indispensável para seu chefe, se demonstra paixão e propósito, se ajuda os colegas, se compartilha informações com a equipe etc. Não, você não precisa ser Mary Poppins e realizar mágicas. Mas é bom reforçar seu compromisso e provar ao seu chefe — e a si mesmo — que, sim, você vale muito.

A dura realidade é que maioria das pessoas não está comprometida. É claro que todos querem progredir e ganhar mais dinheiro, mas não gostam da ideia de fazer o trabalho extra necessário para chegar lá — sem contar o trabalho a mais que vem junto com uma promoção. De modo geral, há 80% que fazem 20% do trabalho, como os personagens abaixo.

Os descompromissados

Larry, o indisponível
Lendário em seu próprio mundo, não falta auto-estima a Larry. Ao ouvi-lo, pode-se pensar que se trata de um verdadeiro astro do rock — ele com certeza iria contar a você como foi o único a conquistar aquele grande cliente, ou montar esse último super projeto. Mas todo mundo, especialmente o chefe, sabe que, quando se trata de compromisso real e geração de valor, ele é simplesmente Larry — o indisponível.

Eileen, a autocentrada
O caso de Eileen é diferente: ela está na empresa há muito tempo e conhece todo mundo. Se existem esqueletos escondidos em algum lugar, ela faz questão de deixar claro que sabe onde estão. Eileen acha que tudo de que ela precisa fazer é mencionar nomes e será notada. O que ela não percebe são os colegas de bom desempenho que a estão ultrapassando graças ao que fazem, e não por aquilo que acham que sabem ou pelas pessoas que conhecem.

Walter, o gênio incompreendido
Walter diz a si mesmo que, um dia desses, será descoberto. Só precisa que seu chefe veja que “gênio” ele realmente é. E, assim, Walter passa tempo em seu trabalho “chato”, fazendo o mínimo possível. Mas, se a situação financeira da empresa mudar, Walter pode ter certeza: será o primeiro a ser demitido.

Esses personagens compartilham uma falha fatal: evitam se olhar no espelho. Eles não apenas falham, como repetem os erros por não reconhecê-los. Eles se retêm, culpam os outros e passam mais tempo fofocando e reclamando do que fazendo trabalho de verdade.

Nem todo mundo é assim, ainda bem. Há os que estão totalmente comprometidos e são indispensáveis, sobretudo para o seu chefe. O foco principal desse grupo não é ser reconhecido; isso vem como consequência do trabalho entregue.

Como chegar lá

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Sally, a interessada

Sally conhece seus pontos fortes e fracos, suas habilidades, competências, técnica e objetivos. Ela sabe que, para fazer deslanchar a carreira, precisa estar aberta e buscar a opinião dos outros. Sally é muito interessada e curiosa, aprende tudo o que pode, faz avaliações e busca feedback constante de seu chefe.

Harry, o dedicadol

Harry está mais focado no trabalho em equipe do que em ser o “super herói” capaz de fazer tudo sozinho. Ele ajuda os colegas em suas funções e costuma fazer tudo o que é preciso, especialmente quando se trata de satisfazer os clientes. Harry não precisa repetir o velho clichê de que “veste a camisa”. Isso já fica claro em tudo o que faz.

Erica, o indisponível

Erica é uma mulher cheia de disposição, que não pergunta (e não se importa) se as coisas no trabalho fazem ou não fazem parte de suas funções. Se o chefe precisa de algo, ela faz. Sua recompensa por fazer um ótimo trabalho é conseguir ainda mais trabalho. Erica enfrenta desafios que expandem seus conhecimentos e habilidades. Ela já está trabalhando em tarefas acima do seu nível atual, por isso é apenas uma questão de tempo até que o chefe a promova a um cargo superior.

Ser comprometido no trabalho pode trazer embutida a recompensa esperada. Com maior engajamento, satisfação e empoderamento, sua carreira pode avançar neste ano novo.

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