Como permanecer mentalmente forte ao lidar com um problema

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Além dos efeitos do isolamento social, problemas diários, como emprego e relacionamentos, podem influenciar negativamente seu bem-estar profissional

Resiliência é um tópico falado continuamente durante a pandemia, e construir uma forte saúde mental é um aspecto importante disso. Trabalho com organizações de todos os tamanhos e muitas pessoas foram levadas ao limite de seu bem-estar tanto por condições crônicas como por problemas repentinos.

Tenho pensado em força mental recentemente porque fui pego de surpresa, quando meu próprio bem-estar sofreu um golpe inesperado –embora meu negócio tenha permanecido forte, minha filha de 4 anos esteja saudável e nenhum amigo próximo ou membro da família tenha sido severamente afetado pela Covid-19. Eu enfrentei alguns desafios significativos no último ano. O maior deles foi que meu marido e eu nos separamos. Tenho sorte de continuarmos tendo uma boa relação e uma linha de comunicação aberta e estável. Lucy, minha filha, se sente amada por nós dois e eu me adaptei bem à vida de mãe solo.

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Eu me sentia muito bem com a aproximação das festas de fim de ano. Lucy passou a véspera de Natal comigo e fiz um jantar para meus pais. Nós nos divertimos comendo e abrindo presentes, mas era muito diferente da grande reunião típica com minha extensa e divertida família irlandesa. Na manhã seguinte, o pai de Lucy veio, abrimos os presentes e vimos o que o Papai Noel trouxe. Fiz panquecas e fiquei muito grata por termos tido uma manhã tão maravilhosa. Lucy deveria passar o resto do Natal e o dia seguinte com o pai. Enquanto eles se arrumavam para ir embora, senti uma sensação estranha na boca do estômago. Eu a ajudei a vestir o casaco e dei-lhe abraços e beijos. Segurando as lágrimas, observei enquanto eles desciam a calçada. Esta não foi a primeira vez que a vi sair, mas foi a primeira vez que a vi partir no Natal. Ela acenou para mim enquanto o carro descia a rua. Acenei de volta e então meu coração se partiu em um milhão de pedaços. Imediatamente me senti perdida, confusa, solitária, triste e com uma enorme sensação de pavor. Eu não tinha ninguém para cuidar. Nenhum trabalho para me distrair. Sem festas para ir. Só eu –sentada na quietude da minha sala de estar, tentando processar a onda repentina de ansiedade que me acompanhou por dias. Não percebi que ela estava se aproximando.

Muitas coisas podem afetar sua saúde mental –feriados, nenhum sol por meses, morte, divórcio, aborto espontâneo, perda do emprego etc..

Veja, na galeria de imagens a seguir, quatro estratégias que me ajudaram a enfrentar o momento:

  • Tente limitar o pensamento excessivo

    Para mim, a ansiedade e o pensamento compulsivo andam juntos. Também não ajuda que, como advogada, eu seja treinada para analisar tudo. Penso demais no que alguém disse, no que não disse, no que li e em outras tantas coisas. Duas das minhas estratégias essenciais para ajudar a limitar o “overthinking” são escrever e estender a mão para amigos. Foi demonstrado que a escrita expressiva diminui a ruminação e alivia os sintomas depressivos, entre outros benefícios. Escrever sobre uma situação desafiadora tende a difundir a intensidade dos loops porque seu cérebro se distancia de seu próprio fluxo de pensamentos. E não precisa ser bonito ou demorar muito –apenas dez a 15 minutos escrevendo podem ajudar. O que também ajuda é conversar sobre isso com alguém de confiança. Tenho vários colegas (e uma cunhada maravilhosa) que atuam como caixa de ressonância –conto a eles sobre uma situação e eles me ajudam a ver as lacunas em meu pensamento ou apontar soluções potenciais. Isso é importante porque o apoio social é benéfico, desde que o foco esteja na resolução de problemas.

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  • Ignore a positividade tóxica

    Muitas vezes, quando você está passando por um momento difícil, as outras pessoas não sabem o que dizer e, por gentileza (ou desconforto), tentam tornar a situação melhor. Infelizmente, o tiro sai pela culatra. A positividade tóxica geralmente começa com as seguintes frases: “Bem, pelo menos …”, “Olhe pelo lado bom” ou “Poderia ser pior”. Eu já cheguei a ouvir: “Pelo menos você terá uma folga da maternidade”. Isso não ajuda, porque eu não quero essa pausa. Quero ver Lucy todos os dias e sei que estou perdendo momentos. Você tem o direito de ignorar a positividade tóxica.

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  • Observe o porquê

    Quando algo dá errado, você tem uma maneira padrão de explicar por que isso aconteceu. Este é o seu estilo explicativo, que tende para o otimista ou o pessimista. Uma pessoa com pensamentos positivos têm mais probabilidade de interpretar a causa de um contratempo como temporária, específica e sob seu controle (soa como: Não consegui o emprego porque não pesquisei a empresa e não era tão preparado como eu deveria estar). Um revés é percebido como o fornecimento de informações que levam a soluções. Uma pessoa com um estilo mais pessimista tem maior probabilidade de interpretar a causa de um revés como permanente e não vê como pode influenciar o resultado (soa como: Não consegui o emprego porque não sou inteligente o suficiente). Ambos os jeitos têm consequências. Uma pessoa com um estilo explicativo mais otimista provavelmente verá a adversidade como um desafio, dedicará tempo para refinar suas habilidades, manter a confiança e se recuperar mais rapidamente. A pessoa com um estilo explicativo mais pessimista pode começar a se sentir oprimida, insistir no contratempo e demorar mais para se recuperar.

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  • Abrace o que aconteceu, mas vá em direção à esperança

    Uma das coisas que mais aumentam sua resiliência é lidar com a adversidade. Frequentemente, pode ser tentador evitar as emoções desagradáveis ​​ou entorpecê-las quando, na realidade, enfrentar essas coisas é o que o ajudará a seguir em frente. O importante é entender as lições que você precisa aprender e sentir as emoções que você precisa sentir e, em seguida, caminhar em direção à esperança. Esperança é um conceito bem pesquisado e, na verdade, um estilo de pensamento. Os três componentes da esperança são: ter objetivos realistas; criar caminhos múltiplos para atingir esses objetivos, o que inclui identificar os obstáculos que podem ocorrer; e acreditar em si mesmo e na sua capacidade de superar esses obstáculos.

    Essas são algumas perguntas para ajudá-lo a ter uma mentalidade esperançosa:

    1. Pergunte a si mesmo pelo que você está se esforçando. Qual é o seu objetivo?
    2. Onde você está agora? Como está o dia de hoje? O que falta para ir de onde está hoje (“aqui”) para onde você deseja chegar (“lá”)?
    3. O que você pode fazer a respeito? Quem pode ajudar? Como?

    Embora eu tenha conseguido enfrentar esse desafio por conta própria (com um enorme agradecimento aos meus incríveis amigos), às vezes é necessário mais ajuda. Seja o estresse súbito ou crônico que afeta seu bem-estar, não hesite em procurar por um profissional se perceber que não consegue lidar com isso sozinho. Pedir ajuda também é um tremendo sinal de resiliência.

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Tente limitar o pensamento excessivo

Para mim, a ansiedade e o pensamento compulsivo andam juntos. Também não ajuda que, como advogada, eu seja treinada para analisar tudo. Penso demais no que alguém disse, no que não disse, no que li e em outras tantas coisas. Duas das minhas estratégias essenciais para ajudar a limitar o “overthinking” são escrever e estender a mão para amigos. Foi demonstrado que a escrita expressiva diminui a ruminação e alivia os sintomas depressivos, entre outros benefícios. Escrever sobre uma situação desafiadora tende a difundir a intensidade dos loops porque seu cérebro se distancia de seu próprio fluxo de pensamentos. E não precisa ser bonito ou demorar muito –apenas dez a 15 minutos escrevendo podem ajudar. O que também ajuda é conversar sobre isso com alguém de confiança. Tenho vários colegas (e uma cunhada maravilhosa) que atuam como caixa de ressonância –conto a eles sobre uma situação e eles me ajudam a ver as lacunas em meu pensamento ou apontar soluções potenciais. Isso é importante porque o apoio social é benéfico, desde que o foco esteja na resolução de problemas.

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