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CEOs com mais de 50: conheça 5 executivas que continuam trabalhando a todo vapor

Para elas, não falta energia ou vontade de aprender e a diversidade é uma arma poderosa para a performance da companhia

3 min
10'000 Hours/Getty Images
10'000 Hours/Getty ImagesRepresentatividade nas equipes contribui para superar desafios mercadológicos e inovar nos projetos

Os baby boomers e a geração X fizeram parte da linha de frente do mercado de trabalho por muito tempo. Mas, com a contínua admissão de profissionais mais jovens, o preconceito geracional aumentou os desafios para o público mais maduro se recolocar ou ascender na carreira. Apesar disso, diversas mulheres com mais de 50 anos seguem provando a importância da liderança feminina experiente nas equipes.

Christiane Aché, diretora do programa Advanced Boardroom Program for Women (ABP-W) da Saint Paul Escola de Negócios, diz que, há anos, os profissionais 50+ são considerados cartas fora do baralho pelas corporações. “Isso é o que acontece com a maioria deles. E, no caso das mulheres, é ainda mais marcante, já que poucas delas ocupam cargos de liderança.”

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Para a especialista, as discussões sobre diversidade que ganharam força no último ano têm sido fundamentais para ajudar a transformar essa realidade. “O processo ainda é longo, mas a sabedoria dos mais antigos já começa a ser valorizada. Em alguns lugares, vemos até quatro gerações trabalhando em conjunto.” A diretora afirma que essas mudanças ajudam a impulsionar a colaboração entre os times, mas só são possíveis se todos estiverem dispostos a desafiar o status quo.

Para o empreendedor Mórris Litvak, mesmo com o envelhimento da população brasileira, a discriminação por conta da idade ainda é recorrente. “Este é um assunto que está longe de ser prioridade, não existe nenhum tipo de incentivo. Na maioria dos casos, essas pessoas são vistas como desatualizadas.” Fundador da Maturi, startup direcionada às pessoas 50+ que desejam voltar ao mercado de trabalho, Litvak diz que reinseri-los nas corporações envolve questões sociais e estratégicas, já que a diversidade de perfis contribui – e muito – para entender e resolver desafios mercadológicos.

“A questão estética entre os gêneros também é muito forte. O fato de ser grisalho é uma coisa bacana para os homens. Já para as mulheres, é um indicativo de envelhecimento, o que faz com que elas comecem a ser descartadas entre os 40 e 45 anos. Eles podem chegar aos 60 anos sem passar por isso.” O executivo frisa que, por conta disso, as mulheres costumam optam por investir em empreendimentos próprios por saberem que as chances são mais restritas.

Conheça, na galeria de imagens abaixo, 5 executivas brasileiras que desafiam essa realidade e se mantêm em cargos C-level em grandes empresas:

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