Pesquisa mostra que 85% dos CEOs brasileiros estão otimistas com recuperação da economia global em 2021

FG Trade/Getty Images
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Estudo da PwC diz que 76% dos CEOs acreditam que a economia global vai ter um desempenho melhor em 2021

Um ano após a pandemia de Covid-19 ter sido declarada pela OMS, executivos de todo o mundo estão confiantes na recuperação da economia global e no crescimento de suas empresas para os próximos 12 meses. Este é o cenário apresentado pela 24º edição da Pesquisa Global com CEOs da PwC (24th Annual Global CEO Survey). 

De acordo com o levantamento, 76% dos CEOs acreditam que a economia global vai ter um desempenho melhor em 2021. Para 9% dos executivos, a situação se manterá igual, enquanto 15% temem que irá piorar. Esses percentuais, no ano passado, eram de 22%, 24% e 53%, respectivamente. O sentimento de esperança está alta no Brasil, onde 85% acreditam que a economia irá melhorar, com 8% avaliando que a situação se manterá a mesma e apenas 7% apostando em uma piora.

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“Após um ano de tragédia humana e grandes dificuldades econômicas, é encorajador ver que as pessoas responsáveis pela tomada de decisões de investimento e por contratações de pessoal estão se sentindo cautelosamente otimistas em relação ao ano à frente. Os CEOs acreditam que o crescimento retornará, impulsionado pelo rápido desenvolvimento de vacinas e suas aplicações em muitas partes do mundo”, afirma Marco Castro, sócio-presidente da PwC Brasil.

O otimismo se estende ao desempenho das empresas, ainda que de forma mais modesta. Em todo o mundo, 36% dos entrevistados afirmam estar muito confiantes em relação ao crescimento da receita para os próximos 12 meses, percentual que aumenta para 53% entre os líderes brasileiros. Entre os empreendedores brasileiros, há boas expectativas para os próximos três anos: 67% dos CEOs brasileiros dizem estar muito confiantes, ante 47% dos CEOs globais.

“As projeções para 2020 eram preocupantes, principalmente após o surgimento da pandemia. Apesar das enormes dificuldades, pessoas e empresas reagiram rapidamente em busca de soluções e novas formas de trabalhar. As perspectivas mais pessimistas para a economia não se confirmaram e no Brasil, por exemplo, chegamos a ter recorde de fusões e aquisições. Para 2021, as empresas adquiriram mais segurança e perceberam que é possível continuar trabalhando e se adaptando ao passo que a economia dá sinais iniciais de recuperação em breve. A partir do momento em que a vacinação for aplicada em larga escala a atividade econômica responderá rapidamente”, explica Marco Castro.

A percepção sobre as possíveis ameaças ao crescimento das empresas sofreu uma mudança brusca. Na lista de preocupações deste ano, pandemias e outras crises sanitárias estão em primeiro lugar, com 52% (na última vez que essa pergunta havia sido feita, há seis anos, apenas 9% dos entrevistados haviam apontado este fator como motivo de preocupação). Em seguida, estão as ameaças cibernéticas (47%, ante 33% em 2020), excesso de regulamentação (42%), incerteza política (38%), crescimento econômico incerto (35%) e, subindo alguns lugares no ranking, a incerteza em relação às políticas tributárias (31%). Neste ano, a desinformação também se tornou fator de ameaça (28%, contra 16% no ano passado). No Brasil, ela foi indicada como causa de “muita preocupação” por 34% dos entrevistados (enquanto outros 42% afirmaram estar “preocupados”).

Entre os principais obstáculos aos negócios no país, a incerteza com as políticas tributárias é a maior preocupação, com 56%. Pandemias e outras crises sanitárias ocupam o segundo lugar, com 54% – seguida por instabilidades na política (53%), aumento das obrigações tributárias (51%) e crescimento econômico incerto. E o temor do populismo surge na sequência, com 47%. 

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Os riscos manifestados pelas mudanças climáticas também estão gerando apreensões no mundo dos negócios. 30% dos líderes globais citaram o tema como motivo de preocupação extrema, comparados com 24% no ano passado. O crescimento foi mais acentuado no Brasil, com 35% – mais do que o dobro em relação à edição anterior da pesquisa (14%). No entanto, 27% dos CEOs no mundo e 28% no Brasil relataram não estar “nada preocupados” ou “não muito preocupados” com as mudanças climáticas.

Para Marco Castro, as dificuldades da atualidade também incentivaram muitos empreendedores a buscar novas oportunidades de negócio, se reinventar para lidar com as crises e construir um futuro mais favorável a todos. “Ao chegar à marca de um ano da pandemia, estamos em um ponto de inflexão, à medida que a vacinação começa a aumentar em todo o mundo. Ainda estamos em crise, mas já começamos a ver possibilidades. Uma coisa é clara: não podemos simplesmente voltar a ser como éramos antes. As mudanças pelas quais fomos obrigados a passar nos trouxeram desafios, mas também nos fizeram perceber que é possível a reinvenção, acreditando no amanhã – as respostas dos líderes empresariais de todo o mundo demonstraram isso. Exercitar esse potencial é missão de todos nós; precisamos dar o exemplo, a fim de fazer com que toda a sociedade reaja e, juntos, consigamos redirecionar o Brasil para um futuro melhor”, declara Marco Castro.

 

 

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