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4 dicas da neurociência para ser mais feliz nos relacionamentos durante a pandemia

A conexão com as outras pessoas é parte vital da nossa própria felicidade e realização

4 min
Luis Alvarez/ Getty Images
Luis Alvarez/ Getty ImagesExistem evidências que mostram como os relacionamentos são fundamentais para a nossa vida

Uma das habilidades mais críticas para o futuro do trabalho é a capacidade de construir relacionamentos harmônicos à distância. Isso porque nossos laços com outras pessoas são parte vital de nossa felicidade e realização.

Na verdade, um estudo da Universidade de Columbia que examinou 226.638 pessoas na América do Norte, Europa e Ásia descobriu que a maior incidência de problemas de saúde mental – especificamente depressão e ansiedade – está ligada à deterioração dos relacionamentos e ao distanciamento social.

LEIA MAIS: 4 maneiras de construir relacionamentos mais fortes no trabalho

Veja esse caso: uma empresa tem feito pesquisas semanais com seus funcionários desde o início da pandemia. Eles perguntam sobre a qualidade e a quantidade dos relacionamentos na vida de cada um. E o resultado não poderia ser diferente: a companhia descobriu que a grande maioria das pessoas relatam que houve uma redução nesse tipo de laço e afeição. É triste, mas a deterioração das relações é um problema real para muitas pessoas.

Precisamos de conexões com outras pessoas para ter um nível bom de saúde e bem-estar, bem como satisfação e felicidade.

A neurociência dos relacionamentos

Existem muitas evidências que mostram como o ser humano anseia por relacionamentos e como essas conexões são fundamentais para a nossa vida.

Somos programados para relacionamentos: um estudo recente do MIT (Massachusetts Institute of Technology) descobriu que desejamos interações na mesma região do cérebro onde ansiamos por comida. Outro mostrou que sentimos a exclusão social na mesma região cerebral de onde sentimos dor física. Já uma pesquisa da University of New South Wales mostrou que a interação é capaz de reduzir o desejo por comida e cigarros. Ou seja, você pode ter pensado que tinha compulsão por chocolate – mas na verdade era a necessidade do seu corpo de ver gente.

Também precisamos do número certo de relações significativas. Um sociólogo clássico, Robin Dunbar, descobriu que o tamanho de nossos cérebros está correlacionado com o número de relacionamentos que podemos ter. Nossa capacidade de desenvolver laços estreitos baseia-se no quanto sabemos e podemos lembrar dos outros. Faz sentido: para ter uma conexão estreita com alguém, você precisa saber o que está acontecendo com seu trabalho e sua família – tanto os desafios que estão enfrentando quanto as conquistas que estão desfrutando. O tamanho de nossos cérebros limita nossa capacidade de saber muito sobre muitas pessoas, e isso necessariamente limita o tamanho de nossas redes a cerca de 150 conexões próximas.

O tempo que temos disponível também é importante. Jeffery Hall fez uma pesquisa fascinante sobre quantas horas leva para construir um relacionamento e descobriu que são necessárias 60 horas de compartilhamento, conversa e conexões. Não temos tempo para relacionamentos significativos com muitas pessoas – apenas com base na quantidade de tempo que temos em um determinado dia, semana ou mês.

Construindo relacionamentos

Criar e manter relacionamentos pode parecer uma tarefa difícil em meio ao distanciamento, mas é fundamental para a saúde e o bem-estar. Pense em como você pode ajudar os outros. Faça um investimento nas suas amizades hoje e você terá não só um retorno imediato, como a longo prazo. Nós somos pessoas melhores quando nos conectamos com os outros.

Então, o que é necessário para construir relacionamentos (especialmente durante uma pandemia)? E como podemos reconstruí-los quando as coisas retornarem ao normal?

VEJA TAMBÉM: 7 motivos pelos quais a socialização é capaz de melhorar o desempenho no trabalho

Veja, na galeria de fotos abaixo, 4 maneiras específicas e especialmente eficazes de cultivar conexões:

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