7 linguagens que os líderes devem adotar para agradar o público

Sion Touhig/Getty Images
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Uma liderança orientada por objetivos claros é uma forma de linguagem que envolve, energiza e tranquiliza os funcionários durante períodos de incerteza

O trabalho de um comediante é entreter o público e fazê-lo rir. Aqueles que nos lembramos mesmo depois da apresentação são os que conseguem conectar esse riso com algo mais profundo. Da mesma forma, o objetivo da liderança é inspirar, influenciar e entregar resultados por meio das pessoas. Isso acontece quando a linguagem do líder se conecta por inteiro com os outros – toca a mente, inspira o coração e, por fim, move as mãos para a ação.

Aristóteles entendeu que as pessoas são multidimensionais. Ele acreditava que a persuasão e a influência ocorrem quando um palestrante se conecta a um público em três dimensões: logos, que corresponde a razão, ethos, que se relaciona ao caráter, e pathos, que simboliza a emoção. O conselho do filósofo grego aos líderes que desejam mudar mentalidades, influenciar comportamentos e conduzir mudanças duradouras em suas organizações é que construam sua comunicação de uma forma que apele à razão, ao coração e, sobretudo, seja autêntica.

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Grandes agentes de vendas têm como prioridade entender as necessidades de seus clientes, conectando-se com eles em um nível pessoal. A lógica é simples – as pessoas não apostam muito em estranhos. Da mesma forma, os líderes devem compreender os jogadores em suas equipes de uma forma holística para influenciá-los. Nas palavras de Nelson Mandela: “Se você falar com um homem em uma língua que ele entende, isso vai para a cabeça dele. Se você falar com ele em sua própria língua, isso vai para o seu coração.” A linguagem do líder é um instrumento que serve para se conectar com as pessoas, construir confiança e aumentar a sua influência.

A liderança é um negócio de pessoas. As pessoas se conectam com o líder primeiro, antes mesmo de saber a estratégia organizacional e suas visões. Quando os líderes se conectam com as cabeças, corações e mãos de seus funcionários, a visão se torna compartilhada. Howard Schultz, fundador e CEO emérito da Starbucks, captou a essência da linguagem do líder: “Desde o primeiro dia, eu queria construir o tipo de empresa para a qual meu pai nunca teve a chance de trabalhar. Uma empresa que honra e respeita a dignidade do trabalho e a dignidade de todos os homens e mulheres.” A linguagem do líder é o veículo para conexão, inspiração e construção de confiança – em última análise, leva à mudança de mentalidades, influenciando comportamentos e impulsionando mudanças duradouras.

Veja, na galeria de fotos abaixo, como você pode dominar sua linguagem de liderança para se conectar ao seu público:

  • 1. Linguagem de direção

    Simon Sinek, autor do livro “Comece pelo porquê”, estudou os líderes mais influentes da história, desde Martin Luther King Jr a Steve Jobs e os irmãos Wright. Seu estudo mostrou que todos priorizaram o “porquê” de suas missões em detrimento do “o quê” e do “como”. Comunicar um motivo foi a fórmula vencedora para superar tempos difíceis e inspirar as pessoas a agirem.

    Uma liderança orientada por objetivos claros é uma forma de linguagem que envolve, energiza e tranquiliza os funcionários durante períodos de incerteza. Os membros da equipe são estimulados por líderes que fornecem clareza e mostram o caminho. Não deixe que “o quê” e “como” tenham prioridade sobre o “porquê”.

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  • 2. Linguagem de empatia

    Segundo John C. Maxwell, “Ninguém se importa com o quanto você sabe até que saibam o quanto você se importa.” Infelizmente, muitos esforços de mudança não produzem os resultados desejados e chegam até mesmo a falhar porque os líderes abordam os problemas da sua perspectiva, e não dos receptores. Essa desconexão resulta em um baixo comprometimento, em pouca responsabilidade e resistência nas organizações. Os líderes podem reverter essa situação quando mudam do monólogo para o diálogo; do falar para o ouvir. Essa mudança comunica o receptor – eu ouço você, vejo você e sinto você. Antes de iniciar essa transformação em sua organização, pergunte-se se está tentando fazer o público entender sua língua ou falar a dele. No final, as pessoas são persuadidas pelo que é importante para elas.

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  • 3. Linguagem de Autenticidade

    De acordo com Stephen Covey, autor de “A Velocidade da Confiança”, 57% dos funcionários não confiam em seus chefes. Muitas vezes, os líderes não fornecem contexto suficiente sobre os acontecimentos ou transmitem mensagens cheias de eufemismos. Além disso, eles trazem problemas quando assumem o papel de pais e protegem os funcionários das informações que acreditam ser prejudiciais para eles ou para a empresa. Ao contrário do que se pensa, a equipe quer ouvir e aprender a lidar com as más notícias quando estas são transmitidas de coração. A autenticidade de um líder é o adiantamento para ganhar credibilidade e se conectar com a organização. Isso ocorre quando eles falam francamente: compartilham o que sabem e o que não sabem; assim como reconhecem aquilo que não podem compartilhar.

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  • 4. Linguagem de qualidade

    Você já esteve com alguma pessoa que fica olhando para o telefone, relógio ou fazendo outras coisas enquanto você fala? Isso sinaliza involuntariamente ao receptor que você não valoriza seu tempo ou o respeita. Vivemos em tempos de distrações constantes, como mensagens instantâneas, alertas, pop-up, etc. Além disso, há uma pressão contínua para que os negócios continuem evoluindo mesmo em épocas de mudanças. Se os líderes não encontrarem um equilíbrio, eles podem salvar as contas da empresa, mas perder suas almas. Para evitar isso, eles devem ser competentes em delegar e escolher a qualidade em vez da quantidade de tempo. Estar totalmente presente é algo precioso para se dar à equipe – isso comunica que você é uma pessoa de valor. O que você pode delegar hoje para se permitir investir em seu ativo mais importante – o pessoal?

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  • 5. Linguagem de reconhecimento

    Chip e Dan Heath, coautores de “O Poder dos Momentos”, contaram que em 46 anos de estudos, apenas um fator foi citado por todos os participantes como algo motivacional: “a apreciação do trabalho”. O Dr. Mike Murdock disse: “Qualquer coisa não reconhecida torna-se não celebrada. Qualquer coisa não celebrada torna-se não recompensada. Qualquer coisa não recompensada eventualmente sai da sua vida.” Em suma, tudo o que você reconhece aumenta de valor.

    Há o argumento de líderes que acreditam que o salário já é um reconhecimento, enquanto outros acreditam que a melhor maneira de lidar com isso é tratando todos da mesma forma. Os líderes devem entender o estilo de reconhecimento de cada membro da equipe para promover um ambiente de crescimento. Um líder fala a língua de seus funcionários quando o reconhecimento é sincero, específico e personalizado para o indivíduo. A maneira mais simples de aumentar sua consciência sobre o estilo de reconhecimento de sua equipe é perguntando.

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  • 6. Linguagem da humildade

    É humano julgar a nós mesmos por nossas intenções e aos outros por suas ações. Os líderes perdem credibilidade quando não se responsabilizam quando as coisas não saem como planejado. Em seu livro, “Empresas feitas para vencer”, Jim Collins compartilhou algumas ideias que os líderes podem adotar. “Os líderes cinco estrelas olham pela janela para atribuir crédito a fatores externos quando as coisas vão bem. Ao mesmo tempo, eles se olham no espelho para atribuir responsabilidades; nunca culpando a má sorte quando as coisas vão mal.” Grandes líderes se conectam com o coração de seu público quando estão vulneráveis ​​- eles pedem feedback, admitem o que não sabem e se desculpam pelos erros cometidos. Quando foi a última vez que você pediu desculpas à sua equipe por deixar a bola cair?

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  • 7. Linguagem da cultura

    Grandes líderes são especialistas em promover ambientes inovadores que incentivam os funcionários a assumir riscos e descartar rapidamente o que não funciona. Um equívoco sobre a liderança é de que se pode mudar uma organização apenas alterando o comportamento e experiência dos seus membros. O indicado é que os líderes mudem a cultura completa do local, garantindo que o ambiente incentive os comportamentos desejados. Por exemplo, se você aumentar a temperatura da sala de conferências para 22oC, as pessoas começarão a tirar as jaquetas por causa do calor. Se você reduzir para 15oC, as pessoas colocam as roupas de volta por causa do frio. O líder não está dizendo às pessoas o que fazer, mas influencia certos comportamentos regulando o ambiente. Se você não está feliz com a cultura de sua organização e com o que está vendo, dê um passo para trás e reflita sobre o clima que sua liderança está criando.

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1. Linguagem de direção

Simon Sinek, autor do livro “Comece pelo porquê”, estudou os líderes mais influentes da história, desde Martin Luther King Jr a Steve Jobs e os irmãos Wright. Seu estudo mostrou que todos priorizaram o “porquê” de suas missões em detrimento do “o quê” e do “como”. Comunicar um motivo foi a fórmula vencedora para superar tempos difíceis e inspirar as pessoas a agirem.

Uma liderança orientada por objetivos claros é uma forma de linguagem que envolve, energiza e tranquiliza os funcionários durante períodos de incerteza. Os membros da equipe são estimulados por líderes que fornecem clareza e mostram o caminho. Não deixe que “o quê” e “como” tenham prioridade sobre o “porquê”.

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