5 dicas do best seller Adam Grant para criar uma cultura organizacional corporativa onde a inovação seja protagonista

Impulsionado pelo seu novo livro, especialista ensina a valorizar o aprendizado e novas maneiras de fazer antigas tarefas .

Matheus Riga
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O psicólogo organizacional e best seller Adam Grant

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O psicólogo Adam Grant conquistou visibilidade ao divulgar seus estudos sobre comportamento humano em cinco livros e dezenas de palestras. Durante a última década, o norte-americano vendeu milhões de cópias de suas publicações, que foram traduzidas para mais de 35 idiomas. Os vídeos que mostram seus discursos no TED – organização que promove palestras pelo mundo –  já ultrapassaram 25 milhões de visualizações.

Formado em Harvard e com mestrado e doutorado em psicologia organizacional pela Universidade de Michigan, Grant dedicou sua carreira a estudar os fatores por trás da motivação do ser humano e a sua busca por um propósito. Seus dois livros mais famosos – “Dar e Receber”, de 2014, e “Originais”, de 2017 – sedimentaram suas ideias e o tornaram um autor best seller, de acordo com a lista do “The New York Times”.

VEJA TAMBÉM: 3 sinais de que a cultura organizacional de uma empresa está doente

Em fevereiro deste ano, o psicólogo lançou o seu quinto livro, “Think Again: The Power of Knowing What You Don’t Know” (Pense de Novo: O Poder de Saber o Que Você Não Sabe, em uma tradução livre e sem versão em português). Na obra, Grant debruça-se sobre a capacidade do ser humano de aprender habilidades novas ao abdicar de suas crenças pré-estabelecidas.

Durante a última semana, o psicólogo palestrou no Degreed Lens Lite 2021, evento virtual realizado pela empresa de educação online Degreed. Impulsionado pelos ensinamentos de seu novo livro, Grant falou por meia hora sobre a importância da criação de um ambiente propício para o aprendizado nas empresas. Confira esta e outras dicas na galeria abaixo:

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  • 1. A cabeça de cientista

    Cientistas não podem se apaixonar por suas ideias e colocá-las acima de tudo. Sempre há espaço para uma nova teoria, desde que seja comprovada por meio de métodos predeterminados e validados. “O pensamento científico não deixa suas ideias virarem sua identidade, e você passa a valorizar mais a humildade do que o orgulho, mais a curiosidade do que a convicção”, diz.

    De acordo com ele, muitos gestores e empreendedores precisam entender que suas ideias são apenas hipóteses à espera de testes. “Quando você pensa assim, deixa de esperar a aprovação dos outros ou de querer estar sempre certo”, diz. “Isso faz com que as pessoas fiquem muito mais flexíveis para dar um passo atrás, ‘pivotar’ a estratégia e encontrar novas soluções.”

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  • 2. Dá para ter confiança e humildade ao mesmo tempo

    “As pessoas se enganam quando acreditam que confiança e humildade estão em pólos opostos de um mesmo eixo”, afirma Grant. Para o psicólogo, é possível encontrar um ponto onde há altos níveis de confiança – em suas próprias habilidades e capacidades – e humildade para aceitar que não se está sempre certo.

    Segundo ele, as empresas procuram cada vez mais profissionais resilientes e que consigam se adaptar aos novos desafios. “Pessoas que são confiantes e humildes são capazes de se sentirem tão seguras de suas forças que não veem problemas de falar sobre suas fraquezas”, afirma. Para ele, esse posicionamento possibilita ter a mente aberta para novas ideias, potencializando a inovação.

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  • 3. Todo mundo tem algo a acrescentar

    Dos estagiários ao CEO, todos têm algo a acrescentar para cada decisão estratégica da empresa ou de um determinado projeto. “A partir do momento que percebe isso, você abre espaço para absorver um pouco do conhecimento de todos que estão na sua empresa”, afirma Grant. “Isso alarga o seu entendimento das coisas e cria uma cultura de ‘microaprendizados’, em que cada interação se enche de curiosidade.”

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  • 4. O “perigo” das melhores práticas

    Quando uma empresa cria suas melhores práticas para determinados afazeres, ela pensa em otimizar o tempo da execução de tarefas e garantir a qualidade dos produtos ou serviços que entrega. No entanto, há um perigo escondido nessa mentalidade. “Quando se encontra uma forma de fazer algo que dá certo, cria-se uma ilusão de que aquilo é o melhor jeito e que você não pode melhorar em mais nada”, afirma. “Nós não devemos pegar as melhores práticas e congelá-las, mas sim continuar procurando por novos métodos.”

    O que movimenta companhias na direção da inovação e criatividade, de acordo com o psicólogo, é uma cultura na qual é possível testar novas práticas, mesmo sem saber qual resultado será obtido. “É por conta disso que existem empresas que promovem competições de inovação, abrem espaço para que funcionários deem sugestões e investem em ideias”, diz. “As organizações podem descobrir muito mais coisas se forem além da mera repetição de métodos.”

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  • 5. Crie um ambiente de segurança psicológica

    Uma companhia que cria um ambiente de segurança psicológica é aquela que desenvolve um espaço com estímulo aos riscos. “É um lugar onde você não sente que será penalizado por propor uma nova solução ou sugerir uma forma nova de realizar algumas tarefas”, diz Grant. Segundo ele, nessas empresas, o erro é visto como algo normal e que deve ser insumo para aprendizados.

    “Gestores que criam esse tipo de ambiente, pedindo feedbacks de seus comandados e expondo suas vulnerabilidades, possibilitam que pessoas compartilhem suas ideias sem medo de represálias”, afirma Grant. “Quando você abre a porta para esse tipo de experiência, fica mais fácil ter segurança psicológica.”

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1. A cabeça de cientista

Cientistas não podem se apaixonar por suas ideias e colocá-las acima de tudo. Sempre há espaço para uma nova teoria, desde que seja comprovada por meio de métodos predeterminados e validados. “O pensamento científico não deixa suas ideias virarem sua identidade, e você passa a valorizar mais a humildade do que o orgulho, mais a curiosidade do que a convicção”, diz.

De acordo com ele, muitos gestores e empreendedores precisam entender que suas ideias são apenas hipóteses à espera de testes. “Quando você pensa assim, deixa de esperar a aprovação dos outros ou de querer estar sempre certo”, diz. “Isso faz com que as pessoas fiquem muito mais flexíveis para dar um passo atrás, ‘pivotar’ a estratégia e encontrar novas soluções.”

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