7 habilidades corporativas que tutores de pets desenvolvem com mais facilidade

Para especialistas em gestão, animais de estimação são inspirações valiosas para o aperfeiçoamento da chamadas soft skills.

Maria Laura Saraiva
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Yife iFang/GettyImages
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Para especialistas em gestão, animais de estimação são inspirações valiosas para o aperfeiçoamento da chamadas soft skills

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Os benefícios de ter um companheiro de quatro patas no escritório é algo que vem sendo discutido há algum tempo e reconhecido como um benefício por muitos profissionais. Entre eles está Cláudia Danienne, empresária e psicóloga especializada em gestão. Ao longo de um dia atarefado, a executiva encontra em Vlad, seu buldogue francês, inspiração. “Ter um pet é assumir responsabilidades, é ter compromisso, é valorizar o cuidado”, diz. E a explicação por trás do impacto no trabalho é simples: os animais de estimação podem ser considerados verdadeiros especialistas no desenvolvimento das soft skills. 

“O animal estimula o desenvolvimento de diferentes características, com destaque para as emocionais, como habilidades que envolvem o cuidado, a observação aos detalhes, o planejamento e a afetividade”, destaca a especialista. Além disso, a tutela dos pets também é capaz de interferir em fatores mais técnicos, como é o caso da organização, da disciplina e do planejamento, diz ela. Uma pesquisa da Universidade Central de Michigan divulgada pela revista “The Economist” mostrou que a simples presença de um cachorro é capaz de aumentar em até 30% a união entre os funcionários de uma mesma empresa. 

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Outro ponto que chama a atenção é a melhoria na qualidade de vida. Essa foi uma das principais mudanças notadas pelo especialista em empregabilidade Rogério Bragherolli ao adotar Guria, uma boxer branca. “Ela definitivamente me transformou em uma pessoa mais humana”, diz. Graças à convivência com o cachorro, ele conta que passou a ter uma visão mais otimista dos fatos, habilidade muito útil para a resolução de problemas e a redução do estresse. “Além de servir como inspiração, os animais domésticos estimulam a inovação, incrementam os relacionamentos e interferem positivamente no humor da equipe”, afirma. 

O Brasil já é o segundo país em quantidade de animais de estimação no mundo, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Estima-se que esse número já esteja na casa dos 140 milhões, incluindo gatos, cachorros e aves. No que diz respeito ao mercado de trabalho, uma pesquisa da empresa de serviços para pets Dog Hero revelou que 90% das pessoas gostariam de trabalhar em um ambiente onde os animais fossem bem recebidos. 

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Esse é um dos fatores que faz com que o modelo de escritório pet friendly seja visto como uma forte tendência pelos especialistas. “Animais adestrados ou de fácil convivência inspiram, promovem mais afetividade, alegria, mudam o que parece rotineiro e só agregam ao espaço”, pontua Cláudia. Nesse sentido, Bragherolli diz que são necessárias algumas alterações para que cachorros, gatos e pássaros se sintam bem nesses locais. “As empresas que adotarem a causa terão que estabelecer uma política com os devidos critérios de segurança e respeito, como assegurar a higiene, definir o tamanho e as espécies que serão autorizadas, além de determinar locais de convivência e prever a inclusão de tapetes higiênicos e recipientes para alimentação e água.” 

Enquanto os melhores amigos do homem ainda não batem ponto e usam crachá, seus tutores podem continuar desenvolvendo as habilidades corporativas em casa. “Ao aprender com os animais de estimação, as pessoas podem transpor a sensibilidade aguçada para as relações humanas, observando, intuindo, aprendendo e construindo habilidades ao lado da equipe”, finaliza a empresária.

A pedido da Forbes, os especialistas elaboraram as principais habilidades corporativas desenvolvidas por donos de pets.  Veja, na galeria a seguir, quais são elas:

  • 1. Inteligência emocional

    Para os especialistas, a presença do animal de estimação no ambiente de trabalho faz com que o profissional seja capaz de lidar melhor com as emoções. “Em um momento de pressão, o pet passa pelo corredor e tira toda a tensão”, exemplifica Bragherolli. Essa quebra de negatividade permite que o funcionário retorne para a sua função de maneira mais objetiva, sem se deixar levar pelos percalços, diz o executivo.

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  • 2. Resiliência

    Uma das habilidades mais comentadas no meio corporativo, a resiliência pode ser resumida como a capacidade de adaptação ao meio – uma das coisas que os pets mais demandam de seus tutores. Para Bragherolli, a rotina de quem tem um animal é naturalmente mais positiva e flexível devido à imprevisibilidade nas ações dos pets, o que força seus donos a ajustarem seus planos constantemente.

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  • 3. Capacidade de interação

    Ambientes pet friendly incentivam a convivência entre os funcionários da empresa. “Dificilmente um colaborador não irá interagir com o pet que estiver ao lado dele, assim como com seu dono”, afirma Bragherolli. A equipe, então, tende a ficar mais unida e engajada na resolução de suas tarefas.

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  • 4. Planejamento

    Cuidar de um animal de estimação demanda vários níveis de planejamento, afinal, ele não pode ligar para pedir a você algo que esteja lhe faltando. “É preciso planejar os itens do dia a dia, a forma de ensinar, o tempo disponível para passeios, entre outras demandas”, diz Cláudia. Logo, essa capacidade de antecipar necessidades futuras acaba se refletindo também no dia a dia corporativo. “São prioridades que o funcionário aprende a administrar.”

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  • 5. Organização

    No quesito organização, os pets são capazes de exercitar tanto as habilidades físicas, que envolvem a ordem do ambiente, como as mentais, que incluem o respeito a horários e prazos. Os especialistas explicam que a mesma lógica por trás do cuidado com o animal pode ser usada no trabalho. “Se você sair e o pet ficar sozinho, é preciso se organizar para que não lhe falte nada nesse período. No mundo corporativo funciona da mesma forma, seja para tirar férias ou para conduzir uma reunião”, afirma a psicóloga.

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  • 6. Disciplina

    Tudo em excesso é prejudicial. Do mesmo modo, regras existem para serem seguidas. No papel de tutor, o profissional deve estar acostumado a traçar limites para seu animal de estimação. Basta transferir essa mentalidade para a empresa e seguir com rigor os prazos e compromissos estabelecidos. “Além disso, da mesma forma que os pets precisam ter horário para a alimentação e para os passeios, no ambiente corporativo é fundamental se programar para não exceder seu horário sem necessidade, especialmente no home office”, aconselha Cláudia.

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  • 7. Gerenciamento

    “Ter um pet é uma aula sobre management”, afirma a empresária. Para ela, suprir todas as necessidades do animal demanda do dono algumas das características mais importantes da gestão: a tomada de decisões, o planejamento financeiro, o engajamento, a dedicação e o reconhecimento. “A irracionalidade daquele ser é um viés adicional que servirá para estimular ainda mais a sensibilidade para a administração de um negócio”, conclui Cláudia.

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1. Inteligência emocional

Para os especialistas, a presença do animal de estimação no ambiente de trabalho faz com que o profissional seja capaz de lidar melhor com as emoções. “Em um momento de pressão, o pet passa pelo corredor e tira toda a tensão”, exemplifica Bragherolli. Essa quebra de negatividade permite que o funcionário retorne para a sua função de maneira mais objetiva, sem se deixar levar pelos percalços, diz o executivo.


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