Depois do Ceará e do Rio Grande do Norte, smarty city social quer estrear em São Paulo

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Smart City Laguna: a perspectiva é de uma população de 25 mil pessoas até 2022

Palco da primeira smart city social do mundo, o Brasil se prepara para receber novas unidades da empreitada. A iniciativa é da Planet Smart City, empresa fundada em 2015 pelos especialistas italianos no mercado imobiliário Giovanni Savio e Susanna Marchionni que, atualmente, reúne mais de 250 sócios com recursos próprios e projetos em Turim, na Itália, e Índia.

“Precisávamos de um local com desenvolvimento econômico, escala e déficit habitacional”, diz Susanna, explicando a escolha do município de São Gonçalo do Amarante, no Ceará, para o projeto piloto – a Smart City Laguna. A região fica próxima ao Complexo Industrial e Portuário do Pecém, que emprega milhares de pessoas, boa parte delas obrigadas a gastar horas para ir e voltar do trabalho. “O conceito de uma smart city social passa, obrigatoriamente, pela acessibilidade e a qualidade de vida. Hoje, em todo o mundo, não há uma iniciativa do tipo que esteja ao alcance de todas as classes sociais. Nos Emirados Árabes, por exemplo, existe uma smart city cujo metro quadrado não sai por menos de US$ 10 mil”, conta a especialista.

No Ceará, o projeto, que fica a 55 quilômetros de Fortaleza, contempla 330 hectares e uma série de soluções inteligentes, de automação residencial a sistemas de energia renovável. A primeira fase já foi concluída: são 90 hectares, 1.808 lotes vendidos, 30 famílias instaladas e até uma empresa funcionando. “Há lotes de 150 metros quadrados a R$ 35 mil e casas construídas a R$ 100 mil”, diz Susanna. Até 2022, a perspectiva é que o projeto esteja concluído, abrigando 1,8 mil residências e uma população total de 25 mil pessoas. “O benefício de um projeto como esse se estende também para a comunidade, já que vários serviços e equipamentos – como a biblioteca e a escola de inglês – não são restritos aos moradores. Uma verdadeira cidade inteligente social une, com eficiência, tecnologia, arquitetura urbana, meio ambiente e pessoas.”

O projeto piloto já deu frutos. Uma segunda smart city social está sendo construída no Rio Grande do Norte, a 8 quilômetros do Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves, perto de Natal e de praias famosas como Genipabu, em uma região com grande potencial turístico. Ao custo de US$ 35 milhões – contra os US$ 50 milhões de Laguna -, o empreendimento já colocou os lotes à venda, com tamanhos que variam de 200 a 755 metros quadrados. A última etapa está prevista para julho de 2021.

A missão de Susanna, agora, é chegar à capital paulista. “Estamos conversando com proprietários de terrenos e, até o final do ano, devemos concluir essa fase”, disse a executiva, sem entrar em detalhes sobre a região em análise. Os planos são ambiciosos: nos próximos dois anos, a meta é ter uma dezena de smart cities sociais funcionando no país.

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Missão chocolate

Mais de 40 produtores de cacau e chocolate de origem brasileira estão se preparando para representar o país na 25ª edição do Salon Du Chocolat de Paris, maior evento mundial do segmento, entre os dias 30 de outubro e 3 de novembro. Eles fazem parte de uma missão empresarial que reúne empreendedores da Bahia, Pará, São Paulo e outros estados para uma imersão no mercado europeu. “O objetivo é ampliar a participação do Brasil no mercado internacional de amêndoas de cacau fino e de chocolate de origem com condições de ser exportado, impactando em um número cada vez maior de produtores brasileiros, além de aprimoramento e capacitação dos nossos empresários do setor de chocolate”, explica o empresário Marco Lessa, industrial e coordenador da missão há 11 anos. O Brasil já foi líder mundial na produção do cacau como commodity. Atualmente em 6º lugar no ranking global, vem se destacando na produção do cacau fino e premium, investindo em tecnologia, pesquisa e inovação para obter amêndoas de alto padrão.

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O fim das peles de animais

A Macy’s anunciou que vai eliminar completamente a venda de peles de animais de suas lojas – incluindo as da subsidiária Bloomingdales – no início de 2021. Assim, a rede se torna a maior varejista dos Estados Unidos a proibir a adoção de uma matéria-prima tão controversa, mas até hoje utilizada na indústria da moda, já que movimenta, por ano, cerca de US$ 30 bilhões em todo o mundo. A pressão não é novidade: desde a década de 1980, o PETA, entidade que luta pelos direitos animais, faz protestos contra a Macy’s pela venda do produto.

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Gestão de pessoas x tecnologia

Um recente estudo da consultoria global A.T.Kearney com executivos de companhias que faturam mais de US$ 500 milhões por ano em 23 países revelou que, em tempos de inteligência artificial e outras tecnologias, a grande preocupação mesmo é com a gestão dos relacionamentos. Segundo a pesquisa, batizada de Views from the C-Suite, 50% dos executivos entrevistados apontaram a IA e machine learning como oportunidades para transformar seus negócios. Porém, mais de 90% deles asseguram que as mudanças trazidas por essas tecnologias não reduzirão o tamanho de sua força de trabalho. Neste ambiente, atrair e gerenciar talentos se tornou essencial. O estudo também apontou as habilidades críticas que têm crescido em importância: capacidades ligadas à tecnologia, inovação e criatividade, solução de problemas combinado com capacidades mais gerais como liderança/gestão, comunicação, trabalho em equipe e administração. “Os CEO’s enxergam essas habilidades como as mais difíceis de encontrar, e preveem que reter e atrair talentos com este perfil é crítico nos próximos cinco anos como resultado das mudanças tecnológicas”, explica Mark Essle, sócio da A.T. Kearney no Brasil.

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