Palco Forbes Mulher recebe discussões sobre empreendedorismo feminino e neurociência

Divulgação Palco Forbes Mulher
Divulgação Palco Forbes Mulher

Fabiana Scaranzi recebeu mulheres do mundo empreendedor para falar sobre desafios e contar o sucesso de cada uma

Resumo:

  • A inauguração do palco Forbes Mulher, hoje (25), na São Paulo Tech Week 2019, falou sobre empreendedorismo feminino e a neurociência nos negócios;
  • Evento mediado pela apresentadora Fabiana Scaranzi recebeu as jovens empresárias da marca de bolsas Estilé, entre outros nomes;
  • Palestrantes focaram na importância de ter um bom produto e fidelizar clientes de uma maneira eficaz e marcante;
  • A especialista em neurociência Elisa Kozasa chamou atenção para doenças comuns em mulheres empreendedoras ou trabalhadoras.

A abertura do palco do Forbes Mulher, dentro da programação da São Paulo Tech Week, aconteceu na tarde de hoje (25), com duas conversas distintas sobre empreendedorismo feminino e como a meditação tradicional se aliou à tecnologia para transformar e otimizar o trabalho nas empresas. A apresentadora Fabiana Scaranzi recebeu no palco nomes de peso como a cofundadora da Vult, Dani Cruz, e especialista em neurociência Elisa Kozasa, do Hospital Israelita Albert Einstein.

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Amanhã (26), acontece no evento a palestra “Como, onde e quando captar investimentos para uma startup?”, com as convidadas Itali Collini, diretora de operações da 500 Startups no Brasil, e Gabriela Correa, fundadora e CEO da Lady Driver. Logo depois, Vanessa Brandão, diretora da Heineken Brasil vai falar sobre como as marcas podem fazer a diferença na vida das pessoas. As inscrições são gratuitas e estão abertas.Os debates e apresentações vão até quarta-feira (27).

A primeira parte foi um encontro entre diferentes gerações de empreendedoras para falar sobre os desafios do mundo dos negócios, com foco em startups.

As primeiras a subir ao palco foram as fundadoras da Estilé, Beatriz Carvalho e Victoria Beukers. A startup que produz e comercializa bolsas na internet foi criada pela dupla com a ideia de oferecer mais do que um acessório, mas um conceito que criasse identificação com o público. A diferenciação, segundo elas, está na criação de uma conexão emocional com as pessoas, uma abordagem centrada no consumidor.

Para isso, a tecnologia foi e ainda é uma ferramenta essencial. Beatriz e Victoria mostraram como o uso de diversos produtos de redes sociais, como playlists, vídeos de IGTV e wallpapers ajudaram a Estilé a criar bolsas que os clientes querem ter, muitos modelos foram finalizados com detalhes escolhidos pelas pessoas através de votações pela internet.

As jovens empreendedoras exaltaram o esforço de gerar engajamento por meio do estilo de vida que buscam construir. Elas se orgulham de falar que cuidam de todas as etapas do processo empreendedor e de diversas áreas da empresa e lembram que o sucesso pode demorar.

A empreendedora Dani Cruz, que criou a Vult há 15 anos e vendeu a marca para o Grupo Boticário em 2018, trouxe um caso de startup nacional que alcançou o sucesso nacional e hoje está consolidada no mercado brasileiro.

Ela lembrou que a época de criação da Vult foi diferente da Estilé, as redes sociais e a internet como um todo não tinham um papel tão importante como hoje. Essa diferença exigiu outro tipo de esforço dos fundadores: fazer com que o público tivesse conhecimento da marca e da qualidade dos produtos em uma época em que as “blogueirinhas” não existiam.

Para isso, Dani contou que agarrava qualquer pequena ocasião como uma grande oportunidade: “sabe aqueles eventos que não atraiam muitas mulheres? Eu ia a todos, as grandes marcas não estavam lá, então era uma ótima chance para mostrar meus produtos”.

Ela se orgulha em dizer que conseguiu alcançar o sucesso, junto de seu sócio, fazendo o simples, mas de maneira correta: “Uma das principais coisas para dar certo é começar direito, todas as regras eram seguidas, todos os produtos registrados. É difícil empreender no Brasil, mas é uma tranquilidade investir na sua marca da maneira certa”.

Além disso, Dani aproveitou para salientar que, na sua opinião, é essencial não deixar o aspecto humano da vida de lado em favor da sua startup. Para ela, é primordial pensar em como a empresa afeta a vida das pessoas ao redor dela, sejam elas stakeholders ou clientes.

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Quanto ao papel da mulher no mundo empresarial, a palestrante disse sempre ter muita autoconfiança, mas que a maioria das mulheres têm dificuldade em acreditar no próprio potencial quando colocadas ao lado de homens. A Vult tenta mudar esse panorama e está oferecendo cursos profissionalizantes para mulheres.

A ex-executiva de instituições financeiras globais Kika Ricciardi subiu ao palco por último para falar sobre a nova etapa de sua vida, como investidora anjo de startups (no Brasil e Israel), conselheira e mentora de negócios e profissionais.

Em sua experiência, o foco de um investidor de startup está nos fundadores da empresa: é preciso entender se eles possuem valores, capacidade de liderar, motivar, inspirar a todos e sua vontade de enfrentar os desafios que virão. Além disso, é importante saber qual mercado aquela empresa quer afetar.

Kika declarou que os avanços tecnológicos, a velocidade das transformações e a conectividade tornaram a vida das empresas mais curta, a inovação deixou de ser uma alternativa casual e passou a ser um requerimento. Ela aproveitou para lembrar que as empresas devem se repensar a todo momento: “a perenização no futuro depende do exercício da humildade no presente”, afirmou.

Sobre a situação atual da mulher nesse mundo, Kika chamou atenção para a educação em conjunto com as habilidades socioemocionais, algo que ainda precisa ser trabalhado por agentes no mercado. Segundo ela, não existem referências de outras mulheres como modelo inspirador e motivador no universo de trabalho.

Além disso, ela deu um recado para mulheres donas de startups: “os investidores trazem consigo vieses inconscientes, então as mulheres empreendedoras serão mais testadas, precisam estar totalmente preparadas para vender sua ideia”.

Neurociência, meditação e inovação

Às 16h, subiu ao palco do Forbes Mulher Elisa Kozasa, pesquisadora e professora titular do programa de pós-graduação stricto sensu do Hospital Israelita Albert Einstein na área de neurociência e comportamento. A especialista falou sobre os efeitos do estresse no bem-estar e performance das mulheres empreendedoras.

Em seus estudos, Elisa mostrou que as mulheres efetivamente estressadas tinham que usar mais recursos do cérebro do que as que estavam normais. Segundo ela, distração e falta de foco são características clássicas de mulheres estressadas, que devem ia ao médico e alterar o estilo de vida.

Além disso, a acadêmica expôs um estudo publicado na revista Science que falava sobre falta de atenção e devaneios (o “sonhar acordado”). Segundo o artigo, essa perda de atenção momentânea é característica de uma mente infeliz, ou seja, que não vai produzir da melhor maneira possível.

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Elisa usou esse gancho para mostrar como a meditação pode ajudar empresários a performar da melhor maneira, com o que chamou de atenção relaxada: um estado de alerta, mas que não cansa a pessoa de maneira significativa.

Apesar disso, ela relembrou a importância de ajuda profissional em casos de estresses profundo e depressão. A meditação serve como uma ferramenta para aumentar a performance, não uma cura para doenças sérias.

Veja, abaixo, tudo que foi conversados pelos profissionais durante o palco Forbes Mulher:

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