Descolado dos EUA, Ibovespa encerra em baixa

Reuters
Com queda, mercado brasileiro não acompanhou EUA

Os dados econômicos internos desanimaram investidores no mercado acionário brasileiro e o índice Bovespa teve um pregão fora de sintonia com os índices nas bolsas norte-americanas.

Aqui, os números do varejo decepcionaram. O IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, divulgou os dados para o mês de novembro, com oferta (indústria, serviços e varejo) em alta de 0,6%, abaixo da expectativa do mercado que era de 1,2%.

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O Ibovespa encerrou com baixa de 1,04% aos 116.414 pontos. Segundo fontes no mercado, pesam sobre os negócios as perdas nas ações de bancos com um cenário desafiador e a concorrência das fintechs, atualmente com maior respaldo do Banco Central para a atuação no Brasil.

Outro destaque de perdas foi das ações do setor têxtil. Entre as principais quedas do índice, Hering (HGTX3) caiu 3,27% a R$ 32,21. De acordo com Rodrigo Franchini, sócio e head de produtos da Monte Bravo, isso ocorreu após a recomendação de ‘venda’ das ações por algumas corretoras não muito animadas com a situação da economia brasileira.

“Tivemos a divulgação de números como vendas no varejo, em novembro e, como este dado é ruim, quem mais sofre são as empresas que estão na ponta e com perspectivas de crescimento não tão boas”, afirmou Franchini.

Entre as maiores altas, a Marfrig (MRFG3) avançou 4,84% a R$ 11,91, com a expectativa do mercado pela construção de plantas deste e de outros frigoríficos brasileiros na China.

Nos Estados Unidos, os principais índices mantiveram a alta embalados pelo ânimo com o acordo comercial EUA-China assinado hoje, em Washington. Além disso, o Empire State Manufacturing veio acima do esperado, com aumento em janeiro a 4.8 após ter registrado 3.3 em dezembro. O indicador mede a atividade de negócios no estado de Nova York e serve como parâmetro para a situação de todo o país.

Os investidores também acompanharam a divulgação do Livro Bege, pelo Federal Reserve, uma compilação de informações sobre a economia dos 12 distritos da autoridade monetária.

Segundo o documento, a atividade nos EUA avançou modestamente. Os distritos de Dallas e Richmond tiveram crescimento acima do esperado, enquanto Filadélfia, St. Louis e Kansas City ficaram abaixo da média.

Ainda de acordo com o documento do FED, o crescimento dos gastos do consumidor foi descrito como de modesto para moderado. Já o emprego está estável e o mercado de trabalho foi considerado ‘apertado’.

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Luciene Miranda é jornalista especializada em Economia, Finanças e Negócio com coberturas independentes na B3, NYSE, Nasdaq e CBOT.

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