Ibovespa amplia ganhos no fechamento

Getty Images
Pesou na alta do Ibovespa a valorização das ações de siderúrgicas

Foi um pregão de ganhos hoje (22) e o Ibovespa expandiu a valorização perto do fim dos negócios, encerrando com alta de 1,17% aos 118.391 pontos.

Pesou sobre o índice a alta acentuada das ações do setor de siderurgia após números positivos deste mercado e reajustes no preço do aço.

LEIA TAMBÉM: Ibovespa sobe, mas frigoríficos têm forte queda

De acordo com o Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), a indústria brasileira registrou aumento de 9,6% nas vendas e de 1,4% nas compras de aços planos, no ano passado. Para 2020, a projeção é de alta de 5% nas vendas e compras da matéria prima.

O mercado também aguarda novos reajustes no preço do aço para março. Os últimos aumentos, em torno de 10%, foram praticados pelas usinas no final de 2019, segundo o Inda.

As ações da Usiminas ainda tiveram o adicional de uma avaliação positiva do Bradesco BBI, que divulgou recomendação de compra. No topo dos ganhos do Ibovespa, USIM3 disparou 13,93% a R$ 10,88.

Na sequência de ganhos, CSN (CSNA3) com alta de 6,96% a R$ 15,68, B3 (B3SA3) com avanço de 5,82% a R$ 47,30, Eletrobras (ELET3) com mais 5,51% a R$ 41,75 e Klabin (KLBN11) que subiu 5,29% a R$ 21,70.

Já os destaques de baixa foram da Hypera (HYPE3) com perdas de 2,47% a R$ 35,61, Marfrig (MRFG3) com queda de 2,02% a R$ 12,10, Lojas Americanas (LAME4) com desvalorização de 1,93% a R$ 28,45, Cemig (CMIG4) com recuo de 1,12% a R$ 15,05 e Petrobras (PETR4) que perdeu 1,11% a R$ 29,29.

Fora do índice, as ações da Minerva (BEEF3) recuaram 7,69% a R$ 14,05. As perdas nas ações deste e de outros frigoríficos foram associadas a diferentes motivos relacionados à China.

Parte dos participantes do mercado atribui as baixas à concorrência com o país asiático, que aumentou a produção interna de carne bovina e pressiona a redução dos preços da carne brasileira.

No entanto, alguns analistas associam as quedas nas ações dos frigoríficos ao noticiário sobre o coronavírus da China.

Amanhã, a Organização Mundial da Saúde deve decidir se declara uma emergência global devido ao surto deste novo vírus. Se isso acontecer, será a sexta emergência internacional a ser declarada na última década e os mercados devem reagir fortemente.

Somados ao noticiário sobre o coronavírus, dados da agenda econômica desta quinta-feira serão monitorados pelos investidores. No Brasil, anúncio da inflação medida pelo IPCA-15 e, nos EUA, pedidos de auxílio desemprego.

****

Luciene Miranda é jornalista especializada em Economia, Finanças e Negócios com coberturas independentes na B3, NYSE, Nasdaq e CBOT

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil ([email protected]).