Irã reconhece ter abatido avião ucraniano

Autoridades do país dizem que a ação não foi intencional.

Marisa Garcia
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Autoridades iranianas reconheceram ter abatido o voo PS-752 da Ukraine International Airlines perto de Teerã

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Autoridades iranianas reconheceram ter abatido o voo PS-752 da Ukraine International Airlines perto de Teerã, apesar das negativas iniciais, e lamentaram o que descrevem como uma ação não intencional.

O relatório inicial de acidentes do Irã, publicado na quinta-feira (9), parecia desconsiderar a possibilidade. “Um grupo especial foi formado e quaisquer ataques a laser e ameaças eletromagnéticas (radioativas) e ações ilegais foram rejeitados pela realização de amostragens e análises relevantes até agora”, afirmou o relatório.

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No entanto, logo após sua publicação, surgiram notícias de que as autoridades norte-americanas acreditavam que a aeronave havia sido derrubada por mísseis por engano.

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, da sigla em inglês) emitiu uma declaração forte hoje em resposta ao reconhecimento de responsabilidade do Irã.

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“Estamos indignados que uma aeronave civil – um instrumento de paz – tenha sido derrubada, mesmo que inadvertidamente, por ação militar. Para honrar as memórias das 176 almas inocentes a bordo do PS 752, nenhum esforço deve ser poupado, garantindo que essa tragédia nunca mais se repita. Uma investigação completa e transparente é fundamental.”

Várias companhias aéreas comerciais tiveram que mudar sua rota e cancelar voos para lidar com inseguranças no espaço aéreo da região.

Desde a tragédia do MH17, o voo da Malaysian Airlines que foi abatido na Ucrânia em 2014 enquanto voava de Amsterdã a Kuala Lumpur, a IATA vem pedindo que os governos fossem mais transparentes com as companhias aéreas sobre os riscos potenciais de ação militar.

A IATA repetiu o pedido hoje, afirmando: “Os governos devem revisar como as avaliações de risco são feitas e as informações são compartilhadas. E a indústria fará todo o possível para apoiá-los, por meio da ICAO, no difícil trabalho que está por vir. Manter a segurança de voar é nossa principal prioridade.”

A entidade também já havia solicitado a ICAO uma convenção global que controle o design, fabricação, venda e implantação de armas com capacidade antiaérea

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