Mercados em compasso de espera por decisão da OMS

Organização Mundial da Saúde decidirá hoje (23) se coronavírus exigirá situação de alerta de emergência global. Bolsas chinesas têm fortes quedas.

Daily Forbes, por Luciene Miranda
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Issei Kato - REUTERS
Issei Kato - REUTERS

Índices das bolsas chinesas fecham com fortes quedas diante de temores com o coronavírus

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Hoje (23), a Organização Mundial da Saúde decide se o coronavírus, detectado inicialmente na China, exigirá um alerta de emergência global. Se isso ocorrer, será o sexto alerta nos últimos dez anos. O coronavírus já matou 17 pessoas e infectou mais de 500 na China. Há um caso de contágio também em Washington, nos Estados Unidos.

O mercado financeiro está atento e pode dar início a um forte movimento de vendas em uma situação de aversão ao risco que pode ser desencadeada pela avaliação a ser divulgada pela OMS.

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Por enquanto, ativos considerados seguros e que, geralmente, sinalizam uma “fuga” de investidores, não apresentam grande alteração. São os casos do ouro, petróleo e dólar, todos com variações dentro do habitual.

No entanto, os índices de ações chineses tiveram perdas acentuadas no pregão desta quinta-feira, com Hang Seng em baixa de 1,52% aos 27.909 pontos, Shenzhen com recuo de 3,52% aos 10.681 pontos e Shanghai Composite com desvalorização de 2,75% aos 2.976 pontos.

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No Japão, o índice Nikkei perdeu 0,98% aos 23,795 pontos e o Kospi da Coreia fechou com menos 0,93% aos 2.246 pontos.

Na Europa, as bolsas operam com tendências mistas, sem sobressaltos. Da mesma maneira, seguem os índices futuros nos EUA.

Ao contrário do início da semana, a agenda econômica para o dia é carregada. Os investidores no mundo aguardam a decisão sobre juros do Banco Central Europeu e, aqui no Brasil, a inflação medida pelo IPCA-15, que pode dar uma ideia sobre como o Copom, o Comitê de Política Monetária do Banco Central, pode decidir sobre a nossa taxa básica de juros. A chamada Taxa Selic está em 4,5%.

Nos EUA, haverá o anúncio de muitos dados sobre a economia. Entre eles, indicadores antecedentes e pedidos de auxílio desemprego.

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Luciene Miranda é jornalista especializada em Economia, Finanças e Negócios com coberturas independentes na B3, NYSE, Nasdaq e CBOT

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