Ambar mira consumidor final com plataforma de construção civil

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Bruno Balbinot, da Ambar: a construtech quer trazer “harmonia” para o canteiro de obras

A construtech Ambar tem a oferta de uma plataforma de automação de obras para usuários finais entre seus planos para 2020, bem como o aumento e mudança de seus times de engenharia e produto para o centro de inovação Onovolab, em São Carlos, no interior de São Paulo.

Fundada em 2012, a Ambar é conhecida pelos seus sistemas modulares para obras: conhecidos como “Lego da construção”, os pacotes de implementos de itens em áreas como hidráulica e elétrica buscam simplificar a edificação de casas e apartamentos.

Além disso, a startup também desenvolve a EVA, plataforma lançada em outubro de 2019 que integra as etapas da construção, desde o projeto arquitetônico, passando pela compra de materiais em um marketplace até o gerenciamento da obra via celular.

O próximo passo da plataforma de software as a service da Ambar será uma versão para consumidores finais, que poderão acompanhar todos os estágios da construção ou reforma. Atualmente vendidas para construtoras e incorporadoras, as tecnologias da Ambar já apoiaram a entrega de mais de 300 mil casas e apartamentos.

“Nosso business de software ganhará escala e, neste ano, a plataforma será distribuída: queremos que a nossa tecnologia chegue no usuário final”, diz Bruno Balbinot, fundador e CEO da Ambar. “As etapas de uma obra envolvem muita incerteza: entendemos que podemos trazer muita ciência e precisão para esta jornada e torná-la um processo harmonioso.”

A startup fez três aquisições entre o final de 2018 e início de 2019 para apoiar suas duas frentes de negócio: a Polar, unidade da Ambar responsável pela produção de componentes destinados às instalações de uma obra, é responsável por 90% da receita da empresa; a divisão de software, apoiada pela Conaz, é um marketplace que conecta a cadeia de suprimentos aos canteiros de obras, utilizando processos e tecnologias como big data e machine learning; e a Controller, plataforma com foco na gestão da produtividade da construção, responde por 10% da receita.

CASA NOVA

Segundo Balbinot, a empresa com sede em São Carlos e 400 colaboradores, cujos investidores incluem TPG e e.Bricks Ventures, vai buscar capital por “oportunidade e não para financiar a operação” ainda este ano. “2020 é um ano onde deixamos de ser adolescentes e viramos adultos”, ressalta.

Para apoiar as ambições do negócio para os próximos meses, as equipes de engenharia e produto da Ambar estão de mudança para um novo espaço. Os times, atualmente baseados na sede e escritórios em Florianópolis (SC) e Belo Horizonte (MG), ocuparão um dos pavilhões do Onovolab, que funciona no local de uma antiga tecelagem de mais de 20.000 metros quadrados.

A partir de março, a equipe de 100 especialistas em tecnologia será consolidada no novo espaço, que deve contratar mais 70 profissionais em 2020. Segundo o executivo, fatores que influenciaram a decisão de mudar esse time para um local fora do escritório inclui a concentração de talentos do Onovolab, que atualmente tem 400 inquilinos, incluindo outras startups de alto crescimento como o iFood, que hoje mantém 50 profissionais no espaço.

“O [Onovolab] é um ambiente muito propício à criatividade e o viés comum em centros de inovação patrocinados por uma grande corporação não existe”, aponta Balbinot. “Essa independência é muito poderosa para quem empreende e para o desenvolvimento do ecossistema.”

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Duas tendências para tecnologia de consumo em 2020

Tendências que vão dominar os lançamentos em tecnologia para o consumidor final foram apontadas em um relatório lançado hoje (13) pela empresa de pesquisa GlobalData. Dois pontos chamaram a atenção desta coluna:

Carros: veículos que sejam conectados, autônomos, compartilhados ou elétricos (CASE, no acrônimo em inglês) serão o futuro da indústria automotiva. Segundo o relatório, a conectividade em carros será liderada pela implantação de sistemas avançados de assistência ao motorista nos próximos dois anos. Outro assunto que dará o que falar em relação a carros conectados são ciberataques. Aqui no Brasil, fabricantes como a FCA aceleram o desenvolvimento de ofertas conectadas e parcerias para incrementar sua plataforma;

Robôs: equipamentos voltados ao consumidor ganharão força. Robôs projetados para a execução de tarefas domésticas serão cada vez mais comuns, mas, a exemplo do que se vê no Japão, os chamados “robôs sociais”, ou seja, máquinas destinadas a oferecer companhia para uma população cada vez mais solitária, ganharão tração em 2020.

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USP prepara segundo Festival de Empreendedorismo

A Universidade de São Paulo organiza a segunda edição de seu Festival de Empreendedorismo durante semana de 9 a 13 de março. O evento tem como objetivo aproximar seus alunos da realidade do mundo das startups. A programação acontecerá em vários institutos da USP e inclui palestras e mesas redondas tratando de temas como smart cities, data science e fintechs.

Palestrantes do evento incluem Victor Santos, fundador da LivUp, Manoela Mitchell (foto), fundadora da Pipo Saúde, e Fabio Zveibil, VP de desenvolvimento de negócios da Creditas. Uma “arena de unicórnios” terá uma conversa entre Arthur Debert, cofundador da Loggi, e Renato Freitas, cofundador da 99 e Yellow. A programação também inclui uma mesa de investidores, com nomes como Gustavo Oliva, da Canary, e Rodrigo Aldrighi, da Monashees.

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Klabin quer inovação para melhorar estradas rurais

Encontrar soluções que aumentem a resistência do solo aos esforços e desgastes induzidos pelo tráfego do transporte de madeira em estradas rurais é o desafio do novo pitch day da Klabin. A produtora de papéis quer a ajuda de startups, universidades, empresas de químicos e do seu próprio segmento para achar alternativas de estabilização química do solo para estradas florestais.

Renata Freesz, gerente de inovação da Klabin, diz que a empresa tem tido “excelentes resultados” com os programas de inovação aberta que já realizou. Este novo desafio está com inscrições abertas até 10 de março e o evento de apresentação das ideias será no dia 31 de março, na Fundação Ema Klabin, em São Paulo.

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Raja Valley lança programa de pré-aceleração

O grupo de empresas de tecnologia de Belo Horizonte concentrado na Avenida Raja Gabaglia, o Raja Valley, abriu inscrições para a quinta edição do programa Raja Ventures. Serão captados 30 projetos com potencial de crescimento com base em alta tecnologia para os mercados de energia, construção civil, mercado imobiliário e indústria automotiva. Também serão consideradas ideias que tenham foco em tecnologias emergentes nas áreas de inteligência artificial, internet das coisas, indústria 4.0, blockchain, building information model (BIM), aplicados a qualquer setor de mercado.

Benefícios para os participantes durante as fases de participação do programa incluem mentoria, acesso a um coworking e rede de contatos locais e internacionais, bem como possibilidade de investimento. O processo culmina em um demoday em junho, com a presença de empresas e investidores. As inscrições vão até 8 de março.

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Consulado dos Estados Unidos realiza imersão para combater fake news

Um evento organizado pelo Consulado dos Estados Unidos em parceria com o Instituto Palavra Aberta fez uma imersão cujo objetivo foi a criação de soluções inovadoras para combater a desinformação online e letramento digital. O encontro é parte das atividades do TechCamp, iniciativa do Departamento de Estado norte-americano que busca conectar o setor privado com atores da sociedade civil, jornalistas, educadores e o terceiro setor para resolver problemas da sociedade com tecnologia.

O evento, realizado entre os dias 7 e 8 de fevereiro, teve a presença de especialistas brasileiros, norte-americanos e argentinos, com participantes que incluíram os fundadores de edtechs Bruno Serman, do projeto Lecionas, do Rio de Janeiro, e Luciano Meira, da Joy Street, de Recife, além de Daniela Arrais e Luiza Voll, do estúdio de criação Contente, de São Paulo, e Sérgio Lüdtke, editor do projeto Comprova, em São Paulo. Segundo o consulado, a iniciativa teve o objetivo de começar a “formar uma rede de participantes capazes de espalhar as ideias adquiridas no evento em suas comunidades e além”.

Após os dois dias de imersão e desenvolvimento de projetos, os participantes serão selecionados pela Embaixada norte-americana no Brasil para receber pequenos financiamentos e, com esse capital, executar as iniciativas até o final deste ano.

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Serviço de cobrança digital recupera R$ 133 milhões em 2019

O serviço de cobrança digital Negocia Fácil encerrou 2019 com um crescimento de 26,67% nas receitas devolvidas aos cofres das empresas credoras em relação a 2018. O total de acordos fechados registrou alta de 6,6% no período.

No ano passado, foram recuperados R$ 133 milhões de créditos perdidos com os inadimplentes, contra R$ 105 milhões em 2018. Além disso, a empresa conseguiu ampliar de 1,5 milhão para 1,6 milhão o número de acordos firmados com a utilização da tecnologia digital. Desses consensos fechados, cerca de 500 mil consumidores honraram integralmente a renegociação feita.

“Esse desempenho se deve ao fato de termos encontrado um modelo de renegociação muito aderente ao perfil dos revendedores/consultores das empresas de venda direta. Nesse negócio, o importante é devolver à pessoa a oportunidade de continuar revendendo os produtos da marca”, diz José Moniz, head de negócios digitais da plataforma.

Angelica Mari é jornalista especializada em inovação há 18 anos, com uma década de experiência em redações no Reino Unido e Estados Unidos. Colabora em inglês e português para publicações incluindo a FORBES (Estados Unidos e Brasil), BBC, The Guardian e outros.

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