Dólar fecha colado em máximas recordes ante real

Moeda norte-americana terminou o dia a R$ 4,32 em véspera de ata do Copom.

Forbes Daily, com Reuters
Compartilhe esta publicação:
Reuters-GuadalupePardo
Reuters-GuadalupePardo

Na B3, o dólar futuro tinha variação positiva de 0,08%, a R$ 4,3295

Acessibilidade


O dólar ficou perto da estabilidade ante o real hoje (10), colado em máximas recordes depois de ensaiar queda mais cedo na sessão, num dia sem grandes catalisadores nos mercados financeiros globais e na véspera da divulgação de documento no qual o Banco Central pode dar mais sinalizações sobre o juro básico, variável que tem tido influência sobre a taxa de câmbio.

O BC adotou um tom mais duro em seu comunicado de política monetária da semana passada, citando interrupção do ciclo de cortes da Selic, mas alguns analistas avaliam que a ata do Copom poderá não fechar totalmente a porta para novas reduções de taxa.

A queda dos juros a mínimas recordes tem minado a atratividade do real, uma vez que reduz a “vantagem” dos juros locais em relação a outros mercados emergentes.

LEIA TAMBÉM: Ibovespa descolado dos EUA por temores com coronavírus

“Não vemos indícios de redução mais rápida da ociosidade [da economia] nem de qualquer pressão altista mais duradoura na inflação. Assim, as atuais condições macroeconômicas domésticas e externas ainda mostram espaço para quedas adicionais da Selic”, disse a gestora Kapitalo em carta mensal. A Kapitalo, porém, diz que segue “comprada” em real – ou seja, apostando na valorização da divisa brasileira.

Inscreva-se para receber a nossa newsletter
Ao fornecer seu e-mail, você concorda com a Política de Privacidade da Forbes Brasil.

O dólar à vista fechou a R$ 4,3209 na venda. Na B3, o dólar futuro tinha variação positiva de 0,08%, a R$ 4,3295.

A força do dólar foi mais visível nesta sessão sobretudo ante divisas de países exportadores de commodities, como peso colombiano, que caía a mínimas em dois meses em meio à queda nos preços do petróleo. O índice CRB de matérias-primas cedia 0,7%, não distante de mínimas desde agosto do ano passado.

A desvalorização das commodities pressiona o chamado termos de troca (razão entre preços de exportações e importações), o que reduz a entrada de dólares via comércio exterior.

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Compartilhe esta publicação: