Ibovespa oscila após abertura em alta

Paulo Whitaker - REUTERS
Paulo Whitaker - REUTERS

Ibovespa segue descolado das bolsas no exterior que têm recuperação

O Ibovespa teve uma abertura em sintonia com a recuperação das bolsas no exterior, mas passou a oscilar nos minutos seguintes de negócios.

Nos mercados internacionais, há uma maior confiança de investidores na contenção do contágio pelo coronavírus pelo mundo.

Apenas as bolsas chinesas voltaram do feriado de Ano Novo Lunar realizando uma correção, com queda acentuada, após os dias em que esteve fechada e as demais bolsas globais registraram fortes desvalorizações.

LEIA TAMBÉM: Mercados calmos, mas ainda com atenção ao coronavírus
Às 10h42, horário de Brasília, o Ibovespa caía 0,13% aos 113.615 pontos.

As maiores baixas do índice eram da IRB (IRBR3) com queda expressiva de 13,23% a R$ 38,90, seguida de Suzano (SUZB3) que perdia 2,24% a R$ 38,71, Gerdau Metalúrgica (GOAU4) com menos 1,57% a R$ 9,38, Usiminas (USIM5) com desvalorização de 1,14% a R$ 9,52 e Cogna (COGN3) com menos 0,95% a R$ 11,51.

Na lista das principais altas do Ibovespa, Estácio (YDUQ3) com valorização de 3,36% a R$ 54,48, Natura (NTCO3) com ganhos de 2,35% a R$ 48,70, Braskem (BRKM5) com avanço de 2,22% a R$ 32,25, BR Foods (BRFS3) com mais 2,06% a R$ 31,18 e CVC (CVCB3) que subia 1,78% a R$ 37,15.

Nas bolsas dos Estados Unidos, pouco antes da abertura do mercado à vista, os índices futuros tinham alta moderada.

A cotação do petróleo pode apresentar oscilação durante a semana com a reunião de dois dias a partir de amanhã da OPEP, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo. Os produtores da commodity estão preocupados com as baixas no preço do barril devido aos receios de uma queda na demanda por conta da propagação do coronavírus.

De acordo com relatório emitido pela Oanda, o analista Edward Moya destacou o impacto do novo vírus no mercado do petróleo. “No início da semana de negociações, o petróleo bruto do oeste do Texas (WTI) caiu para o nível de US$ 50,42, depois de relatos de que a demanda chinesa de petróleo caiu cerca de 3 milhões de barris por dia, o que representa perto de 20% de seu consumo total”.

Moya acredita que as cotações do barril do petróleo devem continuar no atual patamar. “Os preços, provavelmente, permanecerão perto dos baixos US$ 50 até vermos mais sinais de que a China voltará à normalidade com o consumo de petróleo”, afirma.

No mercado de câmbio, o dólar segue em queda em relação ao real e a moeda norte-americana recuava 0,35% a R$ 4,26. O euro perdia 0,63% a R$ 4,71.

****

Luciene Miranda é jornalista especializada em Economia, Finanças e Negócios com coberturas independentes na B3, NYSE, Nasdaq e CBOT

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil ([email protected]).