Medo do coronavírus volta aos mercados

China Daily via REUTERS
Um salto na contagem de mortos e infectados pelo coronavírus na China assusta mercados

Apesar de dois dias de aparente tranquilidade nas bolsas globais e valorização de ativos após dados mais animadores sobre o avanço do coronavírus que indicavam desaceleração na taxa de mortalidade pela doença, uma atualização feita esta noite trouxe de volta o medo aos investidores.

Os novos números oficiais sobre o coornavírus da China apontam um salto: de 1.638 infectados e 94 mortes registrados ontem (12) para 14.840 contágios e 242 óbitos hoje (13). Uma província no centro do país asiático, Hubei, teria sido responsável pela disparada nos números de propagação da doença.

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O resultado no mercado financeiro é de bolsas em queda.

Na Ásia, o índice Nikkei (Japão) caiu 0,14% aos 23.827 pontos, o Kospi (Coreia) recuou 0,24% aos 2.232 pontos, o Hang Seng (Hong Kong) perdeu 0,34% aos 10.864 pontos e, na China, o Shanghai Composite caiu 0,71% aos 2.906 pontos e o Shenzhen teve desvalorização de 0,70% a R$ 10.864 pontos.

Na Europa, as bolsas têm perdas mais acentuadas. No mercado futuro norte-americano, os índices também já recuam antes da abertura dos negócios à vista.

O ouro, ativo historicamente considerado seguro e líquido (de fácil negociação em quaisquer circunstâncias) já apresenta alta de 0,52% a US$ 1.574,08, a onça troy.

Já o petróleo tem queda já acentuada: o WTI recua 1,30% a US$ 50,97 e o Brent perde 1,74% a US$ 55,28, o barril.

No mercado de câmbio, além do coronavírus, um fator adicional de estresse será a fala de ontem do ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele voltou a afirmar que o patamar da moeda norte-americana no Brasil mudou para R$ 4,00.

“É melhor termos juros a 4% e câmbio a R$ 4,00 do que câmbio a R$ 1,80 e juros a 14%, nas alturas”, disse Guedes em evento no Distrito Federal.

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Luciene Miranda é jornalista especializada em Economia, Finanças e Negócios com coberturas independentes na B3, NYSE, Nasdaq e CBOT

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