Atendimentos psicológicos online democratizam saúde mental e ajudam a passar pela quarentena

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Atendimentos psicológicos online podem ser aliados da saúde mental durante isolamento

Uma das principais tendências no ecossistema das startups são as healthtechs, empresas que usam a inovação para criar soluções para os mais variados problemas ligados à saúde, normalmente de maneiras mais simples, cômoda e barata.  

Entre as healthtechs, aquelas que oferecem atendimento psicológico à distância com um preço muito mais acessível do que uma sessão presencial já vinham ganhando força nos últimos tempos, mas, em meio à pandemia do coronavírus que desencadeou a necessidade do isolamento social, a procura por esse tipo de serviço aumentou significativamente desde que a quarentena passou a ser adotada no Brasil, segundo as empresas ouvidas pela FORBES.

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A Telavita, plataforma de psicoterapia online, por exemplo, registrou um crescimento de 35% em sua base de usuários, principalmente após os últimos pronunciamentos oficiais. Outro dado que deve ser levado em consideração é que o interesse das empresas que buscam a solução para oferecer aos seus colaboradores subiu mais de 200%.  

Diante desta nova realidade, a terapia online tem se tornado a melhor alternativa tanto para as pessoas que não podem interromper seus tratamento quanto para aquelas que precisam contar com ajuda profissional para evitar o surgimento de algum tipo de transtorno psicológico durante o período de isolamento. 

Conheça, na galeria abaixo, algumas das empresas especializadas no serviço no Brasil:

  • Telavita

    Em meados de 2010, a psicóloga Milene Rosenthal se deparou com a falta de serviços que fossem capazes de conectar pacientes e profissionais de forma a manter as sessões viáveis apesar da barreira física. Foi assim que ela, junto a outros sócios, teve a ideia de criar o que ela garante ter sido a primeira plataforma de atendimento psicológico à distância do Brasil.

    Para a psicóloga, a eficácia de um atendimento à distância é a mesma que a de um presencial, sem prejuízos para o tratamento do paciente. Milene afirma que o isolamento social pode oferecer transtornos à saúde mental dos pacientes, como depressão e ansiedade, e seria um momento interessante tanto para começar um tratamento quanto para dar continuidade a um já em andamento.

    Todos os profissionais da plataforma são psicólogos, o que é essencial para tornar o serviço confiável e seguro para os pacientes. Atualmente, a Telavita faz a gestão de 200 mil pacientes. E eles podem escolher os critérios que consideram mais importantes no profissional para que haja um “match” entre paciente e psicólogo. O custo médio é de R$ 400 por mês, com uma frequência semanal.

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  • Zenklub

    O médico português Rui Brandão passou a buscar alternativas mais viáveis aos tratamentos psicológicos depois que sua mãe passou pela síndrome de Burn Out (nome em inglês que designa um transtorno de esgotamento mental diretamente relacionado ao trabalho) e precisou de auxílio psicológico. Brandão acredita que fazer terapia à distância não só facilita o tratamento pela comodidade de poder realizá-lo sem se deslocar como traz uma vantagem extra. “O profissional acaba conhecendo o paciente em seus ambientes pessoais e não no consultório. Isso facilita o tratamento, assim como a identificação da causa do problema. Além disso, há pessoas que não procuram auxílio psicológico por simplesmente não conseguirem sair de casa”, afirma o médico.

    O Zenklub atende pacientes em 70 países, o que facilita que eles continuem sendo atendidos pelo mesmo profissional mesmo em caso de mudança para o exterior, já que o alto grau de identificação com o profissional é muito importante para a eficiência do tratamento.

    Brandão acredita que o isolamento social causado pela pandemia da Covid-19 pode acentuar transtornos de ansiedade, gerando pânico e fobias. Ele constatou um aumento de 102% na procura pelos serviços de uma semana para outra durante o mês de março. “Há males que vêm para bem. Em termos de conscientização sobre a importância da saúde mental, o atual cenário tem feito a sua parte”, afirma ele, que vê o aumento da procura de forma positiva.

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  • Vittude

    A Vittude surgiu de uma necessidade pessoal de um dos sócios, Tatiana Pimenta, que ao enfrentar um transtorno depressivo precisou buscar auxílio psicológico e descobriu, assim, um nicho a ser explorado na área de saúde. Segundo ela, não é tão fácil estabelecer afinidades entre paciente e profissional e, às vezes, mesmo quando isso acontece, barreiras logísticas, como distância e horários, acabam impedindo as consultas.

    Foi para tentar resolver essas e outras questões que Tatiana e seu sócio, Everton Hopner, fundaram a Vittude em 2016, que atualmente já atende 60 mil pessoas. Pela plataforma, a pessoa pode escolher o profissional de acordo com a sua especialidade – ansiedade, depressão, relacionamentos amorosos – o que ajuda a ir direto ao cerne do problema.

    Com o grande aumento pela procura de atendimentos psicológicos durante o isolamento social, que só na Vittude registrou um incremento de 318% de uma semana para outra no mês de março, a empresa criou um projeto intitulado “Diário de Quarentena”, com conteúdos sobre saúde mental, dicas de bem-estar e outros materiais que são enviados via e-mail para ajudar a lidar com possíveis questões que o confinamento pode trazer. Neste modelo, o custo é de R$ 20 a consulta, valor ainda mais acessível do que os R$ 80 praticados regularmente pela plataforma.

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  • Psicologia Viva

    Bráulio Bonoto, um dos sócios-fundadores da Psicologia Viva, teve a ideia de criar uma plataforma de orientação psicológica durante um mestrado de saúde pública. Junto com outros sócios, lançou a plataforma em 2015 com a missão de democratizar a saúde mental.

    A Psicologia Viva, que atende hoje toda a América Latina, tem usado o alcance da sua plataforma para fazer reuniões online semanais abertas com profissionais da área para tirar dúvidas e resolver os possíveis transtornos que as pessoas possam desenvolver, tanto pela pandemia quanto pela crise econômica que ela está desencadeando. Esses encontros são divulgados nas mídias sociais da empresa.

    Bonoto afirma que o aumento no número de atendimentos dobrou desde meados do mês de março até agora, passando de 7.000 consultas para cerca de 14.000. O custo mensal varia de R$ 119 a R$ 199 mensais, com uma frequência semanal.

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  • Associação Brasileira de EMDR

    A terapia norte-americana EMDR (do inglês, Eye Movement Desensitization and Reprocessing), desenvolvida para tratar estresse pós-traumático em veteranos de guerra, trabalha com a estimulação bilateral do cérebro. Para a Dr. Ana Lúcia Castello, presidente da Associação Brasileira de EMDR, essa é uma grande vantagem da técnica, pois permite que o paciente acesse as memórias de forma forma mais profunda, para que possam ser reprocessadas. Esse reprocessamento de memórias faz parte da terapia e ajuda o paciente a deixar para trás os seus traumas.

    Para a Dra. Ana Lúcia, além de desencadear transtornos de depressão e ansiedade, o isolamento provocado pelo surto do novo coronavírus pode acentuar fobias já existentes. Para ajudar as pessoas a lidarem melhor com isso, a Associação Brasileira de EMDR começou a cadastrar, em 23 de março, profissionais capacitados na técnica para tratar de forma gratuita as pessoas afetadas durante a pandemia.

    Apesar da EMDR ser uma técnica normalmente utilizada de forma presencial, o atendimento que será disponibilizado pela plataforma Rede Solidária é virtual, de forma a garantir o distanciamento social proposto.

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Telavita

Em meados de 2010, a psicóloga Milene Rosenthal se deparou com a falta de serviços que fossem capazes de conectar pacientes e profissionais de forma a manter as sessões viáveis apesar da barreira física. Foi assim que ela, junto a outros sócios, teve a ideia de criar o que ela garante ter sido a primeira plataforma de atendimento psicológico à distância do Brasil.

Para a psicóloga, a eficácia de um atendimento à distância é a mesma que a de um presencial, sem prejuízos para o tratamento do paciente. Milene afirma que o isolamento social pode oferecer transtornos à saúde mental dos pacientes, como depressão e ansiedade, e seria um momento interessante tanto para começar um tratamento quanto para dar continuidade a um já em andamento.

Todos os profissionais da plataforma são psicólogos, o que é essencial para tornar o serviço confiável e seguro para os pacientes. Atualmente, a Telavita faz a gestão de 200 mil pacientes. E eles podem escolher os critérios que consideram mais importantes no profissional para que haja um “match” entre paciente e psicólogo. O custo médio é de R$ 400 por mês, com uma frequência semanal.

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