Dia da Terra: as surpresas ambientais que surgiram com a pandemia

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No Dia da Terra de 2020, os impactos ambientais são consequências diretas da pandemia de coronavírus

A paralisação sem precedentes das atividades econômicas no mundo gerou alguns efeitos surpreendentes no meio ambiente.

Pelo lado positivo, menos comércio e deslocamento resultaram em uma taxa de poluição menor. Já pelo lado negativo, o isolamento se traduziu em menos voluntários para os esforços de conservação e uma grave falta de aplicação da lei ecológica. A bacia amazônica brasileira, por exemplo, teve em março a maior taxa de desmatamento desde 2008, devido ao enfraquecimento das legislações.

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Logo, ao fazer uma pausa –em meio a essa grande interrupção– para comemorar o Dia da Terra, veja abaixo alguns dos impactos menos óbvios da pandemia no planeta:

  • Suspensão de programas de coleta de recicláveis

    Sessenta e oito governos locais norte-americanos, incluindo das cidades de Birmingham e Miami, suspenderam programas de coleta de materiais recicláveis devido à pandemia. Apesar disso, os especialistas prevêem que a quantidade de aterros ainda reduzirá devido à falta de atividade comercial.

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  • Plantas raras em risco de extinção

    Cento e noventa espécies de plantas raras da Califórnia –como a Mono Locoweed, uma leguminosa com flores vistosas cor-de-rosa e a erva-doce da comunidade de Dean (Monterey), uma erva praticamente sem pêlos– provavelmente não terão suas sementes coletadas para o Center for Plant Conservation (Centro de Conservação de Plantas dos Estados Unidos) neste ano, colocando-as em maior risco de extinção.

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  • Florescimento de grama

    Agora, 12.580 hectares de grama de beira de estrada podem crescer e florescer visto que alguns conselhos no Reino Unido suspenderam o corte da folhagem ao considerá-lo uma atividade não essencial.

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  • Redução do dióxido de carbono na atmosfera

    A quantidade de dióxido de carbono na ar acima da cidade de Nova York é de 423 partes por milhão, cerca de 10% a menos do que antes do isolamento da cidade.

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  • Queda na emissão de CO2

    A estimativa é que a queda mundial nas emissões de CO2 seja de 5,5%.

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  • Redução na atividade de pesca

    A atividade de pesca caiu 80% nas costas da China e da África Ocidental. A baixa demanda devido ao desemprego, restaurantes fechados e problemas de saúde nos barcos estão forçando as frotas a permanecer no porto.

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  • Aumento da população de peixes

    A quantidade de peixes brancos, pleuronectiformes (linguado e solha) e populações de arenques pode dobrar em um ano sem pesca.

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  • Aumento da expectativa de vida

    Há possivelmente 77 mil pessoas, incluindo 4.000 crianças com menos de 5 anos e 73 mil adultos com mais de 70 anos, que estão vivas hoje devido às reduções na poluição do ar na China relacionadas aos desdobramentos da pandemia do coronavírus.

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  • Desmatamento da bacia amazônica brasileira

    Uma área de 327 quilômetros quadrados da bacia amazônica brasileira foi desmatada em março, de modo a caracterizar o nível mais alto desde 2008, à medida que os madeireiros ilegais aproveitam o enfraquecimento da lei de proteção ambiental.

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  • Menor fluxo aéreo

    Metade da totalidade de voos nos Estados Unidos foram cancelados. Além disso, houve diminuição de 96% na quantidade de passageiros, levando a uma profusão de voos quase vazios.

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  • Acasalamento de pandas

    Em meio à pandemia, os pandas gigantes de um zoológico de Hong Kong, Ying Ying e Le Le, se acasalaram com sucesso pela primeira vez em 10 anos. Especula-se que os animais aproveitaram a falta de visitantes para uma privacidade tão necessária.

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Suspensão de programas de coleta de recicláveis

Sessenta e oito governos locais norte-americanos, incluindo das cidades de Birmingham e Miami, suspenderam programas de coleta de materiais recicláveis devido à pandemia. Apesar disso, os especialistas prevêem que a quantidade de aterros ainda reduzirá devido à falta de atividade comercial.

As fontes dos dados listados são: portal Waste Dive; Center For Plant Conservation (Centro de Conservação de Plantas); Dr. Trevor Dines da instituição de conservação de plantas silvestres Plantlife; Lamont-Doherty Earth Observatory (Observatório da Terra Lamont-Doherty da Universidade de Columbia); portal Carbon Brief; Douglas Rader, do Environmental Defense Fund (Fundo de Defesa Ambiental); cientista Rainer Froese, do GEOMAR Helmholtz Centre for Ocean Research Kiel (Centro de Pesquisas Oceânicas GEOMAR Helmholtz); Marshall Burke, do Earth System Science Department (Departamento de Ciência de Sistemas Terrestres da Universidade de Stanford); National Institute For Space Research (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais); Transportation Security Administration (Administração de Segurança de Transporte); e zoológico de Hong Kong Ocean Park.

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