A pandemia nos fez lembrar que ninguém é uma ilha

Luis Alvarenga/_Getty Images
Luis Alvarenga/_Getty Images

Milhares de pessoas estão se dedicando a ajudar quem precisa durante a pandemia

Seja na TV, nas redes sociais ou nas conversas pelo WhatsApp com nossos amigos ou familiares, não há um dia sequer, desde que a pandemia foi declarada, que não estejamos ouvindo notícias ruins. De fato, o cenário não tem sido muito animador.

Mas hoje eu gostaria de destacar um aspecto positivo dessa pandemia. Ela nos fez lembrar que não estamos sós no mundo, mas que estamos todos interconectados, que fazemos parte de uma comunidade.

É verdade que, enquanto Nação – e aqui eu me refiro a todas as Nações –, temos visto pontos positivos e negativos em relação ao enfrentamento ao coronavírus. Também é verdade que momentos difíceis fazem emergir o melhor e o pior das pessoas. Quero falar do melhor lado de milhares de pessoas, que estão se dedicando a ajudar quem precisa, se dispondo a fazer compras para amigos ou idosos que não podem sair de casa, ajudando a distribuir cestas básicas a quem foi mais impactado pela pandemia.

Profissionais de saúde em geral, ou da saúde mental, como eu, também vêm dando a sua contribuição a quem necessita ajuda, mas não tem, neste momento, condições de arcar com os custos de um tratamento ou está na linha de frente do combate à Covid-19.

A pandemia aproximou pessoas de maneiras surpreendentes e comoventes. Acredito que essa solidariedade que se manifestou de forma espetacular veio para ficar. Até a pandemia, estávamos muito desconectados, cada um vivendo no seu mundo próprio.

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Forbes Saúde: dr. Arthur Guerra fala sobre a solidariedade na pandemia

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A quarentena veio para reforçar que ninguém é uma ilha. Todos fazemos parte de uma coletividade. Estamos descobrindo o valor de viver em comunidade e o valor da empatia. Resgatar a empatia, aliás, tem um impacto profundo e positivo em nossa saúde mental. Há estudos que relacionam a falta de empatia a diversas desordens psiquiátricas, assim como há outros que relacionam o nosso bem-estar à capacidade de reconhecer que o sofrimento alheio é algo que poderia nos atingir.

Foi preciso uma crise global para que reconhecêssemos, felizmente, que o exercício da empatia nem sempre é fácil, mas vem adquirindo um significado especial para todos nós.

Dr. Arthur Guerra é professor da Faculdade de Medicina da USP, da Faculdade de Medicina do ABC e cofundador da Caliandra Saúde Mental.

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