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“Eu acho fundamental pensar em iniciativas que promovam a intimidade. Só assim a gente gera confiança”, diz Paula Setubal

Conselheira da Duratex e do Itaú Social é a segunda entrevistada do Forbes CX Series, programa sobre governança familiar.

Flavia Camanho
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Filha de Roberto Setubal, Paula é formada em pedagogia e chegou a trabalhar 16 anos em sala de aula

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Paula Setubal, conselheira da Duratex e do Itaú Social, é a protagonista do segundo episódio do Forbes GX Series, uma série de entrevistas comandadas por Flavia Camanho Camparini, especialista em governança familiar e estratégia de desenvolvimento humano, fundadora do Flux Institute e professora convidada dos programas do IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa), FBN (Family Business Network) e FIESC (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina) e apoio da PwC.

Filha de Roberto Setubal, banqueiro e filantropo brasileiro, ex-presidente do Banco Itaú, Paula é formada em pedagogia e chegou a trabalhar 16 anos em sala de aula. Na entrevista, a executiva conta quando e como se deu conta de que fazia parte de um grupo empresarial importante e dá dicas para aqueles que estão começando agora o processo de governança em suas famílias. Veja, a seguir, na íntegra:

LEIA MAIS: Com apoio da PWC, programa de governança corporativa Forbes GX Series traz série de entrevistas com herdeiros das principais famílias empresariais brasileiras

Flavia Camanho: Quem é você? 

Paula Setubal: Eu sou a Paula. Tenho 38 anos. Sou formada em pedagogia. Trabalhei 16 anos em sala de aula, uma escolha que me realizou profundamente. E, além disso, eu sou uma apaixonada pelo tema governança. Eu diria que, na realidade, eu me apropriei de competências que eu achei que, por tê-las desenvolvido fora do ambiente corporativo, não pudessem agregar qualquer tipo de valor ao legado familiar. Porque a governança familiar é – e, se não for, deveria ser -, um processo inclusivo. Hoje, estou em uma das comissões que acompanha os projetos sociais e também no conselho de administração da Duratex.

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FM: Quando você se descobriu membro de uma família empresária? Quando caiu a ficha sobre o que isso representava?

PS: Quase desde sempre. Durante toda a minha adolescência, e boa parte da minha vida adulta, eu sempre fui a filha do presidente do Banco Itaú. Então, conversas sobre missão, propósito de servir e peso da responsabilidade sempre estiveram presentes. Não de uma forma imposta, mas de uma maneira natural. Nas refeições, nos passeios de carro, nas viagens, nas férias. Então isso sempre fez parte do meu dia a dia, da minha dinâmica e da minha relação e interação com o meu pai.

FM: Como você encontrou o seu lugar nesse contexto?

PS: Olha, sem dúvida a governança familiar teve um papel fundamental e determinante, porque eu logo compreendi, quando a gente começou a estruturar esse projeto, que um dos principais objetivos seria pensar a formação dos futuros acionistas. Como educadora, poder pensar a formação da futura geração era algo que fazia total sentido. Então, eu identifiquei nisso uma jornada de oportunidade para me aproximar e retribuir, porque eu tenho muito orgulho de pertencer à essa família. Aceito esses chamados com muito orgulho e muita honra.

FM: Você conhece muito e  tem muita proximidade a respeito de governança familiar. Qual seria o seu conselho para as pessoas que estão nos ouvindo e começando esse processo nas suas famílias?

PS: Minha crença é a importância de tratar e investir nas relações. Sim, somos sócios. Sim, temos responsabilidades, deveres e obrigações. Mas somos família e devemos interagir como tal. O estar junto apenas pelo pretexto de tomar uma decisão, apenas com uma agenda pré-determinada, não é a circunstância ideal. O que eu estou dizendo é que não dá para perder de vista a dimensão relacional. Eu acho fundamental, de verdade, pensar em iniciativas que promovam a intimidade. Só assim a gente gera confiança, e a confiança é um elemento fundamental e determinante.

Agora, muitas vezes, decisões são tomadas e você não concorda. É preciso defender com veemência o seu ponto de vista. Com coragem e assertividade. Mas, se ainda assim, a decisão da maioria, do colegiado, for em outra direção, é hora de parar, respirar fundo, acolher a decisão e, mais importante, sustentar. É esse sustentar que fortalece a governança.

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FM: Como você quer ser lembrada?

PS: Eu gostaria de ser lembrada como alguém que se compromete com as relações e com as pessoas. Como alguém em quem se pode confiar e contar. Aberta ao diálogo franco e construtivo. Alguém que privilegia o coletivo e o bem comum. Alguém que, de fato, consegue equilibrar as dimensões da vida e tem coragem de se posicionar e experimentar novos desafios.

*No próximo dia 26 de agosto, vai ao ar a terceira entrevista da série, com Pedro Wickbold, da quarta geração da produtora de pães Wickbold

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