Como ter um envelhecimento saudável sem fórmulas mágicas

O treino, a dieta, o tipo de exercício e o suplemento devem ser pensados para cada indivíduo.

Eduardo Rauen
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Atividade física faz bem para a mente e para o corpo, reduz o estresse, a ansiedade e previne doenças

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Um dos temas recorrentes em minhas conversas no consultório é o estímulo à prática do exercício físico que, aliada aos bons hábitos, pode otimizar um envelhecimento saudável.

Todos queremos viver mais tempo, com qualidade de vida. O conceito de longevidade inclui retardar o envelhecimento de estruturas do organismo, como a musculatura.

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No entanto, é importante lembrar que cada esforço faz parte de um processo. Nenhum tipo de exercício físico é capaz de combater todos os efeitos de uma alimentação ruim, por exemplo. Podemos ser exemplares nos exercícios, mas, se não combinarmos com uma boa alimentação, não conseguiremos o melhor resultado.

Recentemente, um estudo da Escola de Enfermagem da UFMG me chamou atenção por mostrar o crescimento dos índices de obesidade e sobrepeso entre os idosos brasileiros. A pesquisa contou com a participação de mais de 200 mil pessoas com 60 anos ou mais, das 26 capitais e do Distrito Federal. De 2006 a 2019, a prevalência de sobrepeso entre este público aumentou de 53% para 61,4%, e a de obesidade, de 16,1% para 23%. A mudança no padrão do consumo alimentar foi colocada como uma das razões para este aumento, que pode comprometer o envelhecimento ativo e saudável.

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Na maturidade, a massa muscular é fundamental para manter o organismo funcional. Para isso, é preciso que vários fatores estejam interligados: a prática de exercícios, o consumo de nutrientes adequados, genética e a parte hormonal e o descanso. Como as questões genética e hormonal são muito difíceis de mudar, podemos trabalhar firmemente no treino, na alimentação e no descanso.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a prática de atividade física vai além do que falamos acima; faz bem para a mente e para o corpo, reduz o estresse e a ansiedade. Ajuda na prevenção de doenças, reduz o risco de hipertensão, doenças cardíacas, acidente vascular cerebral (AVC), diabetes, câncer, depressão e quedas em geral.

Contudo, uma boa alimentação faz toda a diferença para obter um melhor resultado com o exercício físico, respeitando sempre a qualidade, a quantidade, harmonia dos alimentos e a fase da vida daquele indivíduo.

Na terceira idade, devemos aumentar a quantidade de proteína ingerida. E quando não atingimos a quantidade ideal com a alimentação, podemos usar os suplementos alimentares. É uma forma de atingir a quantidade necessária de nutrientes não só pela alimentação.

Ao contrário do que muita gente pensa, o suplemento é uma ferramenta que, usada com a orientação de um profissional de saúde e da forma adequada, serve como uma estratégia eficaz de atingir as metas nutricionais e obter um melhor resultado com o exercício realizado.

Não há uma receita que valha para todas as pessoas: o treino, a dieta, o tipo de exercício, o suplemento, tudo precisa ser pensado para cada indivíduo. Assim, para ganhar massa muscular é preciso comer certo, fazer exercício e descansar, sempre com orientação de um especialista. Essa é a melhor fórmula. Mágica, por enquanto, não existe.

Eduardo Rauen é médico nutrólogo e diretor técnico do Instituto Rauen.

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

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