No ponto: Uma gramática que não perdoa

Simon Potter/Getty Images
Simon Potter/Getty Images

Aprenda o uso correto da regência verbal na hora de pagar e perdoar

Você já pagou o fornecedor hoje? Ou será que já pagou ao fornecedor? Dívidas pagas ou não, vale a pena entender o uso correto do verbo pagar.

Ainda que quase todos digam e escrevam que pagaram o fornecedor, a regra, na nossa gramática, é clara: pagamos alguma coisa a alguém. Ou seja, pagamos os produtos ao fornecedor, pagamos a dívida ao homem. Isso significa, então, que, quando omitimos a coisa paga, devemos colocar a preposição “a” na pessoa. Assim, pagamos AO fornecedor, pagamos À funcionária, pagamos AO professor.

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E, já que estamos falando de dívidas, o mesmo processo ocorre com o verbo perdoar. Perdoamos a dívida, o erro, a ofensa a alguém. Entendeu? Para a regência verbal, nós perdoamos a coisa que nos fizeram, não a pessoa. Assim, perdoamos a ofensa AO irmão, perdoamos o erro AO funcionário, perdoamos a dívida AO amigo. E, do mesmo modo, se omitirmos a coisa perdoada, nada mudará: perdoei AO amigo, perdoei À irmã, perdoei AO colega.

Então, querido leitor, pague e perdoe, mas corretamente. Pagamos e perdoamos algo a alguém. Simples assim. E, por obséquio, não erre mais, que a gramática normativa da sua língua não está aqui para perdoar a absolutamente ninguém.

Cíntia Chagas é uma professora que sempre leva humor e conhecimento ao público. Escritora de dois best-sellers da editora HarperCollins, ela coleciona milhares de alunos nos cursos virtuais que ministra. Palestrante e instagrammer, provou que irreverência, humor e educação podem e devem andar juntos.

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