Por onde andam os talentos: a importância da formação dos profissionais de hoje e do futuro

Com o gap de skills sendo um fator que impacta a evolução e inovação dos negócios, como encontrar as pessoas certas?.

Tonny Martins
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 Tom Werner/Getty Images
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Cabe à liderança ampliar o olhar para enxergar os talentos a partir de diferentes fontes

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Não é de hoje que identificar, desenvolver e reter talentos é um desafio para as organizações. Mas o cenário da pandemia trouxe preocupações adicionais. Por um lado, os executivos indicam que não encontram os profissionais com as habilidades necessárias (45% dos entrevistados em estudo do IBM Institute for Business Value) e por outro, os funcionários têm buscado novas oportunidades e mudanças de emprego e carreira de forma acelerada – e assim a conta não fecha.

Com o gap de skills sendo um fator que impacta diretamente a evolução dos negócios e a inovação nas empresas, como encontrar as pessoas certas? Para isso precisamos olhar para a etapa anterior: a formação dos profissionais do presente e do futuro. Se antes os caminhos tradicionais davam conta de abrir portas para as pessoas e ao mesmo tempo acompanhar a demanda das empresas, hoje é preciso uma abordagem mais ampla, que contemple caminhos alternativos, e sobretudo a colaboração entre empresas privadas, governos, e instituições acadêmicas.

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Tanto a Academia quanto novos programas e plataformas de educação estão atualizando seus currículos para incorporar conteúdos técnicos relacionados às novas tecnologias como IA, nuvem híbrida, IoT, entre outras, que estão moldando os empregos do futuro, e considerando também as chamadas soft skills – habilidades que contribuem para a formação de profissionais amplamente preparados para novos desafios e cenários.

E os formatos também estão passando por uma ampla revisão: programas virtuais, self-service, plataformas gratuitas, experiências práticas e novos tipos de certificação são opções que tornam o aprendizado mais acessível para diferentes públicos, em diferentes momentos, seja na escolha da carreira, no aperfeiçoamento ou para reskilling.

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Com opções mais variadas de educação, mais pessoas podem testar e descobrir novas habilidades, desenvolvendo talentos ocultos que as capacite para as demandas atuais e futuras do mercado conforme as empresas avançam em sua transformação digital. E a tecnologia traz consigo também a possibilidade de consumir conteúdo no formato que seja melhor para o estudante, e dessa forma incentivar o aprendizado contínuo e reduzir a deserção.

Hoje, existem plataformas como IBM SkillsBuild por exemplo, que fazem uma avaliação do nível educativo que a pessoa tem sobre um determinado tema, e dessa forma consegue sugerir só conteúdo que ajude o estudante, profissional ou professor a se desenvolver, mas tendo como base o perfil e conhecimento que essa pessoa já traz consigo sobre a temática. E essa nova forma de aprendizado só reflete a própria evolução dos negócios e sociedades. No passado, o sistema educativo foi desenhado para que todos nós acessássemos o mesmo conteúdo da mesma forma, porque o mercado de trabalho precisava de pessoas que soubessem fazer as mesmas tarefas – produção em série. Hoje, isso mudou, o mercado, as empresas, precisam de talentos diferentes, com skills diferentes e backgrounds diversos, e a educação, também precisa evoluir para quebrar os paradigmas do passado e preparar os estudantes e profissionais para a era do conhecimento e dos dados.

Mas cabe à liderança ampliar o olhar para enxergar os talentos a partir de diferentes fontes, incentivando esse aprendizado contínuo, abrindo espaço para o aprendizado na prática e conectando esses profissionais em busca de novos skills com oportunidades reais.

A atenção para a educação, além de ser uma necessidade que já é sentida pelas companhias, é um compromisso com uma sociedade seja capaz de se reinventar e com a construção de caminhos promissores para pessoas e empresas, e como consequência, ajudar no desenvolvimento e crescimento econômico do nosso país.

Tonny Martins é gerente geral da IBM na América Latina. O executivo começou sua carreira como estagiário na empresa há 29 anos e ocupou diversas posições de liderança nos segmentos de Serviços, Soluções e Consultoria de Negócios.

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

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