A melhor semana da vida de um comprador de petróleo

Bruno Kelly/Reuters
Bruno Kelly/Reuters

As cotações do petróleo WTI para maio fecharam em queda sem precedente de 300%

A semana tinha a agenda de indicadores esvaziada, mas a dinâmica dos mercados e os eventos políticos mais do que compensaram em quantidade de assunto.

Dos poucos indicadores, os dados de PMI na zona do euro e Japão renovando mínimas históricas foram destaque. PMI da zona do euro foi de 29,7 em março para a mínima histórica de 13,5 em abril, e do Japão passou de 36,2 em março para 27,8 em abril. Chama atenção também o número de pedidos de seguro desemprego nos Estados Unidos, que somaram 4,4 milhões em uma semana. Com isso, o total das últimas 5 semanas supera 26 milhões de pessoas, o que já é superior ao total de vagas criadas em quase 10 anos no país. O fato dos contratos trabalhistas serem mais fáceis de se estabelecerem e se desfazerem, também pode trazer números fortes com a retomada econômica, após o final do isolamento.

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No campo de política monetária, o Banco Central da China reduziu a taxa de juros de 1 ano do patamar de 4,15% para 4,05%, e a de 5 anos de 4,80% para 4,75%. As taxas tinham sido reduzidas pela última vez em novembro. Ainda entre os emergentes, a autoridade monetária da Turquia derrubou de 9,75% para 8,75% a taxa básica do país, enquanto o México reduziu de 6,5% para 6% em reunião extraordinária. No geral, os movimentos estimularam uma desvalorização das moedas de emergentes na semana.

Ainda no campo internacional, destaque para um novo capítulo do choque do petróleo. As cotações do petróleo WTI para maio fecharam em queda sem precedente de 300% e preço negativo a -US$ 37,63 por barril logo no início da semana. O descasamento entre oferta e demanda chegou em um nível tão grande, que está faltando lugar para estocar petróleo nos Estados Unidos (no caso descrito) e no mundo.

As cotações do petróleo mudaram a direção ao longo da semana, conforme ficou mais provável um novo corte pela Opep, e com o aumento da hostilidade dos EUA ante o Irã.

No cenário doméstico, novamente uma crise envolvendo ministros. Dessa vez, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, teria colocado o cargo à disposição caso o Planalto continuasse com a ideia de modificar o comando da Polícia Federal.

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