Ibovespa descola de NY e fecha em queda com Petrobras e bancos

ReutersConnect/Paulo Whitaker
ReutersConnect/Paulo Whitaker

O pregão do dia foi marcado pela expectativa de reabertura da economia norte-americana e preocupação com a troca no ministério da saúde

Descolado de Wall St, o Ibovespa fechou em queda hoje (16), com Petrobras e bancos entre as maiores pressões negativas, após mais uma vez tocar os 80 mil pontos, em meio a contínuas preocupações sobre o efeito da Covid-19 na economia e ruídos no ambiente político-econômico do país.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,29%, a 77.811,85 pontos. Na máxima, chegou a subir a 80.167,22 pontos. O volume financeiro somou R$ 21 bilhões.

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“Mais um pregão em queda e demonstrando a força de venda presente nesta faixa entre 80 mil e 83 mil pontos, justamente o topo marcado na penúltima semana de março”, afirmou o analista Rafael Ribeiro, da Clear Corretora, citando o patamar como um forte barreira gráfica.

A bolsa paulista fechou com o mercado na expectativa de fala do presidente dos EUA, Donald Trump, que prometeu para essa quinta-feira novas diretrizes para reabrir a economia norte-americana após um isolamento de um mês em reação à pandemia de coronavírus.

Em Wall Street, a sessão trouxe novos dados evidenciando os efeitos da pandemia na economia, mas o desempenho de papéis de tecnologia como Amazon.com e Netflix ajudaram nos ganhos, enquanto investidores aguardam Trump.

Eventos na cena brasileira também ocuparam atenção, como a troca do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Ele estava em rota de colisão com o presidente Jair Bolsonaro por causa da estratégia de combate à Covid-19.

Ainda em Brasília, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quinta-feira que não é necessário substituir o projeto de auxílio a Estados e municípios produzido pelos deputados por um de autoria do Senado, alegando que a troca cria um impasse entre as duas casas.

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Na segunda-feira (13), a Câmara aprovou projeto de compensação a Estados e municípios, um “seguro-receita”, pela queda na arrecadação decorrente da crise do coronavírus, proposta que trouxe à tona o embate entre Maia, patrocinador da medida, e a equipe econômica, que a considerou uma “pauta bomba”.(Com Reuters)

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