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Dólar ganha ante real em sessão volátil de olho em cautela no exterior

Mercado também está atento ao cenário político doméstico.

Redação
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Ricardo Moraes/Reuters
Ricardo Moraes/Reuters

Às 10:31, a moeda norte-americana avançava 0,11%, a R$ 5,5886 na venda

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O dólar engatava alta contra o real hoje (22), porém com forte volatilidade, com o mercado atento à cautela internacional e ao cenário político doméstico.

Às 10:31, a moeda norte-americana avançava 0,11%, a R$ 5,5886 na venda, enquanto o dólar futuro operava em alta de 0,42%, a R$ 5,580.

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A divisa operava com alta volatilidade, e nos primeiros negócios da manhã passou de queda de 0,5% para alta de 0,42% em questão de poucos minutos.

O clima nos mercados globais era de cautela nesta sessão, depois que uma legislação da China sobre Hong Kong agravou as tensões entre o país asiático e os Estados Unidos, levantando temores sobre a volta da guerra comercial.

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“Hoje, os receios de um acirramento das tensões geopolíticas impõem cautela nos mercados globais”, escreveu Ricardo Gomes da Silva Filho, da Correparti Corretora. “O receio é que tal decisão (da China sobre Hong Kong) volte a estimular protestos na região e coloque em xeque o acordo ‘Fase 1’ entre” as duas maiores economias do mundo.

Agravando o sentimento, a China desistiu de sua meta de crescimento anual pela primeira vez hoje, “o que reforça as preocupações sobre o impacto do coronavírus“, disse Ricardo Filho.

No exterior, diante do noticiário preocupante, os investidores fugiam para a segurança do dólar, que subia contra os principais pares arriscados do real.

Enquanto isso, no ambiente local, “contribui para a cautela a expectativa em relação ao vídeo da reunião ministerial que pode ser liberado hoje, que está como objeto na investigação de possível interferência de Bolsonaro na PF”, disse à Reuters Luciano Rostagno, estrategista-chefe do banco Mizuho.

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O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidirá hoje se divulga, na íntegra ou parcialmente, a gravação da reunião na qual, segundo o ex-ministro da Justiça Sergio Moro, o presidente Jair Bolsonaro cobra-lhe troca na Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro sob a ameaça de demiti-lo.

Bolsonaro afirmou ontem (21) em transmissão por rede social que não é o caso de tornar público o conteúdo completo do vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril, o que avalia que seria um “constrangimento”.

Por outro lado, destacou Luciano Rostagno, “a reunião de Bolsonaro com autoridades do país, incluindo os presidentes da Câmara, do Senado e governadores, com tom mais conciliador adotado por todas as partes, agradou o mercado ontem e está ajudando o real a terminar a semana com ganhos expressivos”.

Na véspera, o dólar spot teve queda de 1,89%, a R$ 5,5824 na venda, menor patamar desde 4 de maio. Na semana, o dólar acumula perdas de mais de 4% contra a moeda brasileira.

O Banco Central realizará hoje leilão de swap tradicional de até 12 mil contratos com vencimento em setembro de 2020 e fevereiro de 2021. (Com Reuters)

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