Surpresa no Copom deve ditar ritmo do dia

Amanda Perobelli/Reuters
Amanda Perobelli/Reuters

O mercado brasileiro deve sofrer correção após corte da taxa de juros pelo Copom

Com o corte mais agressivo do que investidores projetavam, mercado brasileiro deve sofrer correção nos seus principais ativos para precificar a nova realidade.

Começando pelo exterior, enquanto bolsas pela Europa reagem positivamente aos balanços corporativos, mercados asiáticos foram impactados pelo aumento nas tensões entre EUA e China. Ontem (6), o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a China “pode ou não” manter o acordo comercial bilateral firmado no começo do ano entre as potências.

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Vale ressaltar novidades vindas de fora hoje: O Banco da Inglaterra (BoE) optou por manter sua política monetária inalterada, deixando sua taxa básica de juros em 0,1%. O destaque foi a atualização das projeções, o BoE prevê que o PIB britânico recuará 25% no segundo trimestre, com avanço da taxa de desemprego para algo em torno de 9%.

Indo para o Oriente, em abril, a balança comercial da China veio melhor do que era projetado por analistas. As exportações aumentaram 3,5% no mês na comparação anual, bem acima da queda de 18,8% projetada por investidores. Principalmente em decorrência do aumento nos embarques para o sudeste asiático.

Falando agora sobre Brasil, destaque total para a decisão do Copom, que cortou a Selic em 0,75bp.p levando a taxa básica de juros para 3% a.a.. Em seu comunicado, a instituição baseou a justificativa do corte nos efeitos econômicos causados pelo avanço do novo coronavírus no país.

Outro ponto importante do novo documento, reside no fato de que o Copom deixa as portas abertas para um novo corte de juros na próxima reunião, caso entendam que seja necessário. Como destacado no trecho “Para a próxima reunião, condicional ao cenário fiscal e à conjuntura econômica, o Comitê considera um último ajuste, não maior do que o atual.”.

A próxima reunião do Copom será no dia 17 de junho. Hoje será um dia de ajustes no mercado, com investidores precificando o corte acima do projetado, e também a sinalização de que pode ocorrer mais 1 corte na mesma magnitude. Algo bem acima dos 0,25b.p. projetados para a próxima reunião.

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